A audiência contou com a presença do representante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Belém, Paulo Fonteles. “As mortes de trabalhadores rurais têm ligação direta com a estrutura fundiária arcaica e atrasada no país. Não podemos deixar que a população esqueça dos 19 trabalhadores mortos no Massacre de Eldorado, assim como não podemos ficar parados frente às mais de 370 mortes que aconteceram em todo país, desde 1996”, afirmou.
A pressão internacional provocou a celeridade no julgamento dos autores da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, mas para o vereador o caso não deve ser uma exceção, mas regra entre os crimes agrários. “Esperamos que os outros julgamentos sejam rápidos. Já tivemos avanços na parte investigativa. No caso João Canuto, por exemplo, foram 18 anos só para concluir as investigações. Por isso defendo a federalização dos crimes agrários, para que os processos corram mais rápido”.
Ulisses Manaçés, da coordenação do MST, disse que existe muita desinformação quanto ao papel do MST e muitas pessoas o vêem como um movimento de criminosos ou baderneiros. Em todo o país o MST conta com mais de 20 mil pessoas. “Somos um movimento como qualquer outro e nascemos por causa de um problema, que é a má divisão das terras”, disse. Hoje, o MST promove panfletagem nas feiras de Belém.
Este é o blog e alimentado de informações por Igor Téo que tem por objetivo repassar aos trabalhadores informações sobre a atualidade e para dar conhecimento a todos do movimento sindical bancário na Amazônia.
terça-feira, abril 11, 2006
Pará é campeão de mortes no campo
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