Afirmar e popularizar um projeto alternativo de governo que tenha por ênfase a defesa e o fortalecimento dos programas sociais e de uma nova política econômica, com redução dos juros e do superávit primário, para “avançar nas conquistas e barrar a direita neoliberal”, representada pelo candidato tucano Geraldo Alckmin.
Esta foi a tônica da plenária nacional dos Movimentos Sociais que encerrou o II Fórum Social Brasileiro domingo (23), no campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, com mais de 600 lideranças presentes. Ao todo, foram mais de 9 mil inscritos e cerca de 15 mil participantes, que debateram desde o dia 20, em 300 atividades, os “Caminhos para um outro mundo possível, a experiência brasileira”.
Além de formular os pontos que deverão compor o documento a ser apresentado à sociedade, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) definiu uma agenda de mobilizações, que já começa na próxima segunda-feira, 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
SUPERAÇÃO - “A CMS é composta por mais de 35 entidades nacionais, tendo compromisso com a soberania nacional, o desenvolvimento e a justiça social. Queremos que o país ande de cabeça erguida e não de quatro, como nos tempos de FHC. Para isso, nosso projeto tem como eixo central a modificação da política econômica, pondo fim à lógica excludente dos juros altos e do elevado superávit primário. Isso permitirá que mais recursos sejam alocados nas áreas sociais, no salário, emprego, saúde, educação, cultura e infraestrutura”, afirmou o secretário nacional de Comunicação da CUT, Antonio Carlos Spis, um dos coordenadores da plenária. Na avaliação do dirigente cutista, a interlocução com os movimentos sociais será decisiva não apenas para a vitória eleitoral de Lula, como para a formatação de um governo mais à esquerda, que possibilite a superação do atual modelo.
Spis destacou que para o país avançar, “é necessário pôr um fim à ditadura dos meios de comunicação, que manipulam para desconstruir, para alienar a nossa população e contaminar a nossa juventude com lixo importado”. “Em vez de fechar e reprimir como vem fazendo a Anatel, o governo precisa investir em rádios e tevês públicas e comunitárias, fortalecendo a voz das grandes maiorias amordaçadas pelas elites para manter sua dominação política e ideológica”, sublinhou.
HOMENAGEM - Em memória dos 19 trabalhadores rurais sem terra, assassinados há 10 anos no massacre de Eldorado dos Carajás, foi feito um minuto de silêncio, que ecoou como um grito pelo fim da impunidade, já que todos os criminosos continuam em liberdade.
Membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo frisou que a melhor forma de homenagear os “19 companheiros e heróis é nos somarmos todos à luta pelo emprego e pela mudança da política econômica”. “Constituída a unidade em torno de um conjunto de pontos, é preciso pensar ações de massa, de luta coletiva, para garantir que sejam implementados”, acrescentou João Paulo, para quem o próximo 1º de Maio deve ser resgatado como dia de luta dos trabalhadores.
UNIDADE - Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, “a plenária constituiu-se no espaço mais importante do FSB, sendo determinante para o fortalecimento do diálogo e da unidade entre os movimentos sociais”. “Os neoliberais querem voltar ao poder para privatizarem o que não conseguiram, retomar a Alca, e entregarem as nossas riquezas ao estrangeiro. Nós vamos apresentar um projeto próprio de país, para disputar espaço e influenciar mais o segundo mandato do governo Lula”, enfatizou Petta. Entre os patrimônios públicos estratégicos entregues pelos tucanos, o líder estudantil lembrou a Companhia Vale do Rio Doce, defendendo que as lideranças se incorporem ativamente à campanha pela anulação do leilão.
Em nome da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes saudou “os presentes à terra de Gregório Bezerra, Miguel Arraes e do general Abreu e Lima, que combateu ao lado de Simón Bolívar até a sua morte, retornando ao Brasil onde transformou-se num dos pioneiros da integração latino-americana”. Defendendo o governo Lula dos ataques da direita entreguista, Moraes ressaltou que a plenária afirmou em alto e bom som que “o povo brasileiro não aceitará nenhum passo atrás”.
MARCHA - Segundo Gilson Reis, da direção nacional da CUT, além de uma grande presença da CMS no 1º de Maio, a realização de uma grande marcha dos movimentos a Brasília em junho será fundamental para divulgar o documento. “Hoje, temos 50% dos jovens de 16 a 24 anos desempregados, numa situação explosiva. O Brasil tem todas as condições para que aconteça aqui algo semelhante ao que há na França, por exemplo. As periferias de nossas grandes cidades são hoje um barril de pólvora. É preciso mudar a política econômica", asseverou.
Representando os professores paulistas, o tesoureiro estadual da CUT-SP e diretor da Apeoesp, Ariovaldo de Camargo, denunciou a postura anti-sindical e anti-trabalhista dos sucessivos desgovernos tucanos em São Paulo: “Foram 12 anos de Covas e Alckmin sem receber as entidades sindicais uma única vez”. Ari também condenou o jogo sujo da mídia: “mesmo com as fotos maravilhosas da marcha de abertura do Fórum, de sua alegria e colorido, os jornais acabaram dando capas apenas para o conflito forjado pela PM. Nós temos compromisso com os avanços e precisamos estar atentos para os que nos dividem”.
Em nome do Instituto Paulo Freire e da coordenação do Fórum, Salete Valesan resgatou o papel da união e da mobilização para superarmos as amarras que impedem o nosso pleno desenvolvimento: "Vamos já fazer o que será para que esta terra mãe gentil, terra Brasil, seja nossa".
Também integraram a mesa Wander Geraldo, da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam); Julia Di Giovanni, da Marcha Mundial das Mulheres e Jerônimo Silva Júnior, da União de Negros pela Igualdade Racial (Unegro).
*Fonte: Fórum Social Brasileiro
Esta foi a tônica da plenária nacional dos Movimentos Sociais que encerrou o II Fórum Social Brasileiro domingo (23), no campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, com mais de 600 lideranças presentes. Ao todo, foram mais de 9 mil inscritos e cerca de 15 mil participantes, que debateram desde o dia 20, em 300 atividades, os “Caminhos para um outro mundo possível, a experiência brasileira”.
Além de formular os pontos que deverão compor o documento a ser apresentado à sociedade, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) definiu uma agenda de mobilizações, que já começa na próxima segunda-feira, 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
SUPERAÇÃO - “A CMS é composta por mais de 35 entidades nacionais, tendo compromisso com a soberania nacional, o desenvolvimento e a justiça social. Queremos que o país ande de cabeça erguida e não de quatro, como nos tempos de FHC. Para isso, nosso projeto tem como eixo central a modificação da política econômica, pondo fim à lógica excludente dos juros altos e do elevado superávit primário. Isso permitirá que mais recursos sejam alocados nas áreas sociais, no salário, emprego, saúde, educação, cultura e infraestrutura”, afirmou o secretário nacional de Comunicação da CUT, Antonio Carlos Spis, um dos coordenadores da plenária. Na avaliação do dirigente cutista, a interlocução com os movimentos sociais será decisiva não apenas para a vitória eleitoral de Lula, como para a formatação de um governo mais à esquerda, que possibilite a superação do atual modelo.
Spis destacou que para o país avançar, “é necessário pôr um fim à ditadura dos meios de comunicação, que manipulam para desconstruir, para alienar a nossa população e contaminar a nossa juventude com lixo importado”. “Em vez de fechar e reprimir como vem fazendo a Anatel, o governo precisa investir em rádios e tevês públicas e comunitárias, fortalecendo a voz das grandes maiorias amordaçadas pelas elites para manter sua dominação política e ideológica”, sublinhou.
HOMENAGEM - Em memória dos 19 trabalhadores rurais sem terra, assassinados há 10 anos no massacre de Eldorado dos Carajás, foi feito um minuto de silêncio, que ecoou como um grito pelo fim da impunidade, já que todos os criminosos continuam em liberdade.
Membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo frisou que a melhor forma de homenagear os “19 companheiros e heróis é nos somarmos todos à luta pelo emprego e pela mudança da política econômica”. “Constituída a unidade em torno de um conjunto de pontos, é preciso pensar ações de massa, de luta coletiva, para garantir que sejam implementados”, acrescentou João Paulo, para quem o próximo 1º de Maio deve ser resgatado como dia de luta dos trabalhadores.
UNIDADE - Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, “a plenária constituiu-se no espaço mais importante do FSB, sendo determinante para o fortalecimento do diálogo e da unidade entre os movimentos sociais”. “Os neoliberais querem voltar ao poder para privatizarem o que não conseguiram, retomar a Alca, e entregarem as nossas riquezas ao estrangeiro. Nós vamos apresentar um projeto próprio de país, para disputar espaço e influenciar mais o segundo mandato do governo Lula”, enfatizou Petta. Entre os patrimônios públicos estratégicos entregues pelos tucanos, o líder estudantil lembrou a Companhia Vale do Rio Doce, defendendo que as lideranças se incorporem ativamente à campanha pela anulação do leilão.
Em nome da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes saudou “os presentes à terra de Gregório Bezerra, Miguel Arraes e do general Abreu e Lima, que combateu ao lado de Simón Bolívar até a sua morte, retornando ao Brasil onde transformou-se num dos pioneiros da integração latino-americana”. Defendendo o governo Lula dos ataques da direita entreguista, Moraes ressaltou que a plenária afirmou em alto e bom som que “o povo brasileiro não aceitará nenhum passo atrás”.
MARCHA - Segundo Gilson Reis, da direção nacional da CUT, além de uma grande presença da CMS no 1º de Maio, a realização de uma grande marcha dos movimentos a Brasília em junho será fundamental para divulgar o documento. “Hoje, temos 50% dos jovens de 16 a 24 anos desempregados, numa situação explosiva. O Brasil tem todas as condições para que aconteça aqui algo semelhante ao que há na França, por exemplo. As periferias de nossas grandes cidades são hoje um barril de pólvora. É preciso mudar a política econômica", asseverou.
Representando os professores paulistas, o tesoureiro estadual da CUT-SP e diretor da Apeoesp, Ariovaldo de Camargo, denunciou a postura anti-sindical e anti-trabalhista dos sucessivos desgovernos tucanos em São Paulo: “Foram 12 anos de Covas e Alckmin sem receber as entidades sindicais uma única vez”. Ari também condenou o jogo sujo da mídia: “mesmo com as fotos maravilhosas da marcha de abertura do Fórum, de sua alegria e colorido, os jornais acabaram dando capas apenas para o conflito forjado pela PM. Nós temos compromisso com os avanços e precisamos estar atentos para os que nos dividem”.
Em nome do Instituto Paulo Freire e da coordenação do Fórum, Salete Valesan resgatou o papel da união e da mobilização para superarmos as amarras que impedem o nosso pleno desenvolvimento: "Vamos já fazer o que será para que esta terra mãe gentil, terra Brasil, seja nossa".
Também integraram a mesa Wander Geraldo, da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam); Julia Di Giovanni, da Marcha Mundial das Mulheres e Jerônimo Silva Júnior, da União de Negros pela Igualdade Racial (Unegro).
*Fonte: Fórum Social Brasileiro
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