quinta-feira, setembro 29, 2011

VITÓRIA DA GREVE: ENTIDADES ARRANCAM BOA PROPOSTA NA NEGOCIAÇÃO COM O BANPARÁ


VITÓRIA DA GREVE: ENTIDADES ARRANCAM BOA PROPOSTA NA NEGOCIAÇÃO COM O BANPARÁ

As entidades representativas dos funcionários - AFBEPA, Sindicato, Fetec e Contraf indicam a aprovação da proposta construída conjuntamente com a direção do Banco, fruto da vitoriosa greve dos bancários e bancárias do Banpará. Esta proposta é fruto direto da união e da força da mobilização da categoria que levou a direção do Banco a flexibilizar para uma negociação positiva com as entidades, em uma longa reunião que durou de 11h as 18h.

Vários avanços, dentre eles, o reajuste de 10% agora, e promoção no PCS com mais 5% em janeiro, já considerando o salário reajustado, aumento das comissões até dezembro de 2011, manutenção do GT PCS e abertura para discussão dos critérios para promoção por merecimento, retorno da licença prêmio para todos, aumento do anuênio, reajuste de 20% do tíquete e cesta alimentação, abono dos dias parados, além de outros compromissos.

Neste momento, ocorre a assembléia que vai decidir, após a apreciação e votação da proposta, a permanência ou saída da greve no Banpará.

Leia, abaixo, a proposta.

_________________________


"COMUNICADO



Reconhecendo a importância da construção de um acordo por meio do consenso, e, fruto da importância dos empregados na realização da missão da Instituição, o Banpará retomou a mesa de negociação específica com as 
entidades representativas dos empregados, pelo que tornamos pública a proposta negociada para o encerramento do movimento grevista:


1. REAJUSTE: Reajuste de 10% (dez por cento) sobre todas as verbas fixas de natureza salarial, à exceção do anuênio, gratificação de quebra de caixa e gratificação de tesoureiro. Se o reajuste nacional for superior a proposta, seguir o reajuste nacional;


2. ANUÊNIO: Será reajustado para o valor de R$25,00;


3. GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO DE TESOUREIROS: Reajuste na comissão dos tesoureiros, observado o nível da agência, em valores de R$1.532,00 a R$2.451,00;


4. GRATIFICAÇÃO DE QUEBRA DE CAIXA: Passará para R$250,00;


5. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO E CESTA ALIMENTAÇÃO: Reajuste de 20%. Passará de R$752,76 para R$903,30.


6. PLR:
1.1. Aplica-se a regra da FENABAN com majoração da parcela adicional em 2%;
1.2. Antecipação de R$ 1.000,00 ate o dia 05/10/2011;

1.3. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO EXTRA: R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$1.200,00 antes do Círio, R$1.000,00 em Dezembro/2011 e R$1.000,00 em Março/2012


7. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ: Pagamento por até 30 (trinta) meses.


8. PCS:


1.1. O Banco concederá promoção por merecimento em Janeiro de 2012 a todos os empregados enquadrados em Janeiro/2010, concedendo um nível na tabela salarial;


1.2. Será adotado o critério temporal de 02 (dois) anos por merecimento e de 03 (três) anos por antiguidade;


1.3. Manutenção do Grupo Paritário do PCS para discussão dos critérios qualitativos para a promoção por merecimento.


9. ABONO ACADEMIA: valor individual de R$50,00 por empregado.


10. AFBEPA: Liberação de 01 (um) representante para a AFBEPA.


11.LICENÇA PRÊMIO: 05 dias para cada ano, sem retroatividade, para gozo.


12. ABONO DOS DIAS PARADOS: seguir regra do ACT 2010/2011.


O banco, ainda se comprometeu:


• Revisão de todas as Comissões no prazo da Portaria publicada;


• Realização de concurso público em 2012;


• Criação de mesa temática, conduzida pela Comissão de Segurança, para análise e propostas sobre a guarda de chaves;


• Implantar o ponto eletrônico;


• Implantar o Plano Odontológico;


• Celular corporativo para os Coordenadores de Postos;


• Manutenção do auxilio diferenciado aos empregados com filhos portadores de necessidades especiais;

• Coibir o transporte de valores por empregados;


• Banco de Permutas;


• Providenciar espaço adequado aos motoristas lotados na SULOG;


A proposta foi aprovada pelas entidades na mesa de negociação e será objeto da Assembléia da categoria, marcada para hoje, às 18h30, no Sindicato dos Bancários.




A Diretoria Colegiada"

FONTE: AFBEPA

Bancários ameaçam paralisar sistema

RADICALIZAÇÃO
Sem negociações, categoria poderá reduzir serviços que ainda são executados
Calmaria nas agências e protestos feitos por funcionários marcaram o segundo dia da greve dos bancários no Pará. O movimento nacional permanece sem respostas dos banqueiros e, por conta disso, a categoria afirma que a paralisação - que já é por tempo indeterminado - pode ganhar proporções ainda maiores. Nem mesmo os bancos estaduais esboçaram qualquer negociação com os trabalhadores, alegando que é preciso aguardar o comando da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Com a falta de diálogo entre os bancários e a patronal, a categoria ameaça reduzir o contingente de funcionários que hoje atuam nos chamados serviços de retaguarda, realizando atividades essenciais, como é o caso da compensação de cheques. De acordo com informações da diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará (Seeb-PA), até ontem, não havia nenhum agendamento com a Fenaban para retomar as negociações.
A diretora de Delegacias Sindicais do Seeb-PA, Odinea Gonçalves afirmou que os funcionários do Banpará aguardam um posicionamento da diretoria do banco. "Tivemos uma reunião na última segunda-feira, porém, o resultado foi frustrante. As propostas não atendem minimamente aos anseios da categoria", dispara. Gonçalves acrescenta que os serviços como caixa eletrônico, central de atendimento via 0800 e compensação de cheques, por enquanto, não serão suspensos. "Vamos aguardar até a próxima sexta-feira. Se não houver qualquer aceno por parte da patronal, vamos parar todo o sistema", avisa, enfatizando que todas as agências da capital, além de outras 15 fora da Região Metropolitana de Belém, estão com as atividades paralisadas.
A manifestação no Banco da Amazônia não foi diferente. Na sede da instituição, localizada na Avenida Presidente Vargas, dezenas de funcionários, de braços cruzados, conduziam uma enorme faixa, bloqueando a entrada de empregados e clientes. Os usuários dos serviços bancários, para se aproximar dos caixas eletrônico, precisavam passar por debaixo da faixa de protesto. Alguns, inclusive, eram indagados de qual serviço estavam buscando. Muitos se queixavam da greve e das indagações. "Eu não tenho que dizer aonde vou, e tampouco o que vou fazer. Onde já se viu, eu ter que dar satisfação dos meus passos", disse enfurecido um rapaz, ao ser bloqueado na porta da agência matriz do Banco da Amazônia. De acordo com o presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba), Silvio Kanner, o comando da paralisação vem tentando controlar o número de funcionários que estão trabalhando. 

Fonte: O Liberal

Se o BRB negocia, por que a Fenaban e o Governo Federal enrolam?

Proposta apresentada pelo Banco Regional de Brasília só comprova que os demais bancos não querem mesmo é abrir o cofre!
29/09/2011 às 15:30
Ascom/SEEB-MA
Clique na foto para ampliá-la
http://www.bancariosma.org.br/resize.asp?path=e:\home\bancariosma\Web\images\chargediadcapa.jpg&Width=300&Height=225
Em atitude diferenciada, o Banco Regional de Brasília (BRB) fechou acordo coletivo de trabalho, no último dia (26/09), referente ao ano 2011/2012, reajustando os salários de seus empregados em 17,45%. O índice eleva o piso salarial pago pelo banco para R$ 1.900,00. Dentre outras reivindicações atendidas, o BRB ainda reajustou a gratificação dos caixas em 24,17% – passando para R$ 1.117,50.

Diante de tal exemplo, como os bancos federais (BB, CEF, BNB e BASA) justificam sua omissão e intransigência ao não apresentarem propostas específicas que atendam as reivindicações dos bancários e coloque um fim à greve da categoria em todo o país?

O BRB é um banco de menor expressão econômico-financeira e de jurisdição também limitada, se comparado com os bancos públicos federais supracitados. Lucrou pouco mais de R$ 196 milhões, em 2010, e mesmo assim oferece aos seus empregados reajuste de 17,45%.

É bom lembrar que o piso salarial do BRB já era superior ao pago por todos os outros bancos do país, públicos ou privados. Só para que o piso salarial da Caixa e do Banco do Brasil se equipare ao do BRB, é necessário um reajuste de 19%. No Basa, o reajuste tem que ser de 50%.

O contraditório é vermos que essas instituições financeiras, que acumularam, no mesmo período, lucros na casa dos bilhões de reais, insistem na proposta de reajuste de 8%.A diferença de índices estará relacionada à sensibilidade política e social? Por que um banco pequeno pode oferecer 9,45 pontos percentuais a mais do que as demais instituições?

A resposta é clara: o que falta mesmo é interesse do Governo e dos banqueiros em resolver a situação. Pelo menos, os bancos particulares tiveram o trabalho de apresentar contrapropostas, ainda que rejeitadas, durante as negociações. Os federais sequer se manifestaram.

É por essa insensibilidade do governo e dos banqueiros, que só querem acumular dinheiro e não pensam nos bancários, que a categoria se mobiliza em GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO desde o último dia 27/09.
* Com informações da CONTEC e da UGT

Vamos brigar pela divisão do bolo!

terça-feira, setembro 27, 2011

AGORA É GREVE

CATEGORIA PÁRA! O Banco da Amazônia não tem propostas e bancários iniciam enfrentamento!

Belém, 26/09/2011 16h03

AGORA É GREVE!


Mapa da greve

Ananindeua Cidade Nova - PA
Belém Centro - PA
Belém Pedreira - PA
Belém Reduto - PA
Icoaraci - PA
Castanhal - PA
Macapá-AP
São Luis Centro - MA
Rio Branco Centro - AC
Porto Velho - RO
Em assembléia na noite de ontem na sede do SEEB-PA, as entidades se reuniram para organizar o movimento grevista. Ano passado os bancários do BASA foram os últimos a saírem da greve e a determinação da categoria rendeu bons resultados. Este ano o presidente da AEBA, Silvio Kanner, convoca a categoria para unir forças às entidades na certeza da vitória final “Tenhamos força desde o início até o final da greve na certeza de nossa vitória, nós não fraquejaremos até que nos sejam garantidos nossos direitos e dignidade enquanto trabalhadores do Banco da Amazônia um banco público federal com papel fundamental no fomento e desenvolvimento da região amazônica. Chega de enrolação, queremos de fato uma mesa de negociação!” E manifestou ainda sua insatisfação, “é muito baixa a proposta de 8% da FENABAN, não dá para aceitar. Não podemos ficar no patamar da FENABAN, enquanto os outros bancos pagam bem, o Banco da Amazônia paga mal, não valoriza seus empregados. Já tivemos duas rodadas de negociação com o Banco, e nas duas ouvimos que o Banco não possui nenhuma proposta para apresentar aos empregados. Temos que continuar lutando por nossos direitos”.
O diretor da AEBA, Marlon George, avalia o primeiro dia de greve da categoria, “a greve deste ano está sendo surpreendente para o primeiro dia, pois os funcionários ao chegarem ao Banco, permaneceram do lado de fora, isso demonstra a conscientização da categoria em aderir à greve e que só através dela, é que conseguiremos conquistar nossos direitos. Está sendo uma greve forte, com adesão massiva na matriz do Banco, de 100%, isso reflete para as outras agências, dando incentivo para que também participem da greve. Não tivemos nenhuma oposição de funcionários querendo entrar de qualquer maneira no Banco. Este é o momento principal que temos para avançar na pauta específica. A AEBA e o Sindicato, junto com a categoria, vão fazer com que avancemos em busca da vitória. E que as agências do interior, principalmente, juntem-se a nós nesta luta.”
Os auditores da Receita Federal manifestaram solidariedade durante a mobilização de hoje. Eles estão reunidos no Hilton Hotel para articulação da campanha da categoria, e  também estão insatisfeitos com o governo federal, por isso, o auditor Uranilson Brasil, que já foi bancário por 22 anos do Banco do Brasil, propôs uma união para manifestar a insatisfação dos trabalhadores, pois juntos, os trabalhadores, independente da categoria, são mais fortes na luta por seus direitos.
Importante!
Os funcionários que possuem menos de 90 dias no Banco, estão protegidos em caso de retaliações por conta da greve, pois a partir do momento em que é deflagrada a greve, o contrato de trabalho é suspenso.
QUEREMOS AVANÇOS NAS CLÁUSULAS ESPECÍFICAS!!!
Defendemos nessa campanha salarial:
1.      Novo PCS, já
2.      Isonomia de Piso Salarial com os demais bancos públicos federais. (R$ 1.600,00)
3.      Ponto Eletrônico.
4.      Reajuste no reembolso do Plano de Saúde.
5.      Isenção de Tarifas para os Empregados
6.      Retorno do Programa de Educação Continuada
7.      Isonomia de acesso do Quadro de Apoio a Funções Comissionadas.
8.      Revisão do Novo Modelo de Negócios do Banco
9.      Revogação da NP 118
10.  Revogação do Seguro Para os alto-executivos do Banco.
O que motivou a GREVE:
O comando nacional de negociação dos bancários, não encontrou outra solução para garantir os direitos dos bancários que não à greve. A FENABAN e o governo quer conceder um reajuste salarial de apenas 8%, próximo da pauta da CONTRAF-CUT, que é de 12%, mas muito distante do que é preciso para equiparar os salários do Banco da Amazônia aos de outros Bancos Federais, que chega à 36,5%. A situação de desvalorização dos empregados do Banco pela diretoria faz com que o Banco perca, rapidamente, excelentes profissionais para outros bancos, empresas privadas, ou empregos públicos.
A campanha salarial 2011 deve ser diferente das outras. VEJA PORQUE:
Se fizermos um balanço dos últimos 5 anos, chegamos à conclusão que pouco se avançou nas pautas específicas. A mesa da FENABAN é uma fraude para os trabalhadores de bancos públicos por dois motivos: 1. Ela é comandada pelos bancos privados e o governo reconhece a FENABAN apenas para não ter que discutir com os trabalhadores, ou seja, para tirar a responsabilidade do governo em negociar com os bancários. 2. A FENABAN não coloca, nem de perto, o índice de seus lucros para entrarem como efeito de reajuste, no máximo negocia a PLR, e ainda assim é rebaixada.
Pensamos que foi um erro a CONTRAF-CUT defender 12,8% na mesa da FENABAN. Defendemos a resolução votada no Congresso dos Bancários do Pará, que aprovou um reajuste não menor que 25%. Infelizmente, a CONTRAF-CUT e o SEEB-PA resolveram apresentar uma pauta rebaixada. Dizemos que é rebaixada, pois achamos que será um grave erro aceitar qualquer reajuste da FENABAN que não os 12,8%apresentado, já que aceitar 9% ou 10% é grevar por causa de 1,2%. Por este motivo, os trabalhadores do Banco devem estar atentos a isso e participar das assembleias para que não fiquem a “ver navios” nessa campanha salarial.
Além da pauta nacional, que envolve o índice de reajuste salarial, há a pauta específica, que é debatida em Belém. Onde realmente necessitamos avançar. A AEBA aponta como prioridade as claúsulas específicas do Banco da Amazônia, pois independente do reajuste nacional, as condições de salário e emprego só vão melhorar se houver avanço na pauta específica.
Reajuste Salarial de 25%
Reflita o seguinte cenário: 12,8% de reajuste salarial, disso a inflação leva, aproximadamente, 7,5%. Resta com 5,3%. Desses 5,3% o imposto de renda come mais uns 4%, nosso reajuste fica em 1,3% e ai vem o reajuste da CASF em mais 5%, ou seja, acabamos de ficar com um déficit de 3,7%. E todos os colegas do banco sabem que estamos sendo otimistas. É isso que vai acontecer com os trabalhadores do Banco se não conquistarmos nossa pauta específica agora. Se conseguirmos acompanhar o piso salarial dos outros bancos nessa campanha salarial, que é pauta especifica, já teremos um reajuste de aproximadamente 36%. Reajustar o reembolso do plano de saúde também garantirá mais dinheiro no bolso no fim do mês. Além, é claro do PCS, que poderá, verdadeiramente, garantir ao trabalhador um futuro no Banco.
Essa campanha tem tudo para ser uma das mais importantes e mais fortes dos últimos 10 anos. Isso porque a classe patronal e o governo vêm sendo intransigente com várias outras categorias, principalmente com o funcionalismo público, quando o assunto é reajuste salarial, isso para continuar garantindo 47% do PIB para pagar os banqueiros. Banqueiros que, só em 2010, garantiram lucros de mais de 25%. Por isso, afirmamos que é possível que os bancos dêem os 12,8% e mais um pouco. Um exemplo dessa possibilidade é o que acontece com o Banco de Brasília. O BRB apresentou proposta de 10% e caso a FENABAN dê outro índice de reajuste, o BRB ainda oferece um “plus” sobre o índice da FENABAN na hipótese de fechamento de Convenção com índice maior ou igual à contraproposta por ele apresentada. Os bancos têm como garantir um índice maior que o da FENABAN, inclusive maior que o reivindicado pela CONTRAF, sem ter prejuízos. Por isso, a AEBA convoca todos os trabalhadores para irem à luta para conquistar seus direitos. Participe das assembleias, dos piquetes e ajude a construir uma poderosa greve. Estamos na luta.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Encontro nacional dos empregados da Caixa reforça luta por isonomia nos bancos públicos federais



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Participantes do Encontro Nacional de Isonomia da Caixa fizeram manifestação em frente à Matriz do Banco, em Braslia
Como forma de ampliar a mobilização e aquecer as turbinas da luta pela isonomia nos bancos públicos federais, caravanas de empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país se reuniram em encontro nacional em Brasília na terça-feira, dia 20 de setembro, convocado pela Contraf/CUT, conforme decisão do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado no início de agosto, em São Paulo. O Sindicato dos Bancários do Pará esteve representado no evento pelo seu secretário geral e empregado da Caixa, Alan Rodrigues.
O encontro ocorreu para dar desdobramento às discussões em torno da luta pela igualdade de direitos e benefícios entre novos e antigos trabalhadores, buscando assim intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional – deputados federais e senadores – pela aprovação do projeto de lei 6.295/2005, que tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e prevê isonomia entre os trabalhadores da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste/BNB e Banco da Amazônia/BASA. Isonomia, aliás, é uma das prioridades da campanha salarial unificada 2011 da categoria bancária, sendo considerada imprescindível para corrigir uma grave injustiça da era Fernando Henrique Cardoso.
O propósito de conquistar a isonomia como exigência de valorização e respeito aos trabalhadores da Caixa e dos demais bancos públicos federais, tendo por base um forte processo de mobilização nacional, foi manifestado na abertura do encontro de Brasília por Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e conselheira deliberativa eleita na Funcef. Ela destacou, na ocasião, a importância do envolvimento de todos os segmentos dos empregados da Caixa na mobilização para sustentar a reivindicação por isonomia em mesa de negociação, de modo a eliminar de vez todas as formas de discriminações. No encontro nacional pela isonomia, Fabiana reafirmou ainda o compromisso da Fenae com essa luta.
Na parte da manhã, o debate no encontro nacional dos empregados da Caixa por isonomia contou com a participação do advogado Paulo Roberto Alves da Silva, do escritório Crivelli Advogados Associados (que presta assessoria jurídica ao movimento sindical bancário), e da deputada federal Érika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa.
Paulo Roberto, por exemplo, levou a notícia de que a 10ª Região do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal (TRT/DF) julgou inconstitucional as resoluções 10/95 e 9/96 do então Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (CCE/Dest), com base no entendimento de que essas normas estão em conflito com a liberdade de negociação coletiva. A ação que levou à sentença da TRT/DF da 10ª Região foi impetrada pela Federação Nacional dos Portuários.
Tendo como parâmetro a decisão do TRT/DF, o advogado do escritório Crivelli Advogados Associados afirmou não ser possível estabelecer previamente uma lista de temas que não podem ser negociados com o movimento sindical, como faz a Caixa ao se negar sequer a discutir a extensão aos novos empregados da licença-prêmio e do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), um procedimento que tolhe a negociação coletiva. Ele criticou ainda a incongruência de uma mesma norma ser inconstitucional para os portuários, e constitucional para os bancários.
A deputada Érika Kokay também foi veemente na critica à falta de isonomia entre os trabalhadores novos e antigos dos bancos públicos federais. Segundo ela, os direitos dos bancários foram usurpados dentro da lógica de destruição das empresas estatais, sempre contestada pelo movimento dos trabalhadores. Nesse caso, segundo a parlamentar, o objetivo era implantar a terceirização indiscriminada no serviço público, com a consequente flexibilização do trabalho.
Ela defendeu a tese de que o Brasil precisa do Estado para acabar com as injustiças sociais, citando como exemplo a situação do Japão, onde a boa remuneração, o emprego vitalício e a promoção por antiguidade fazem parte da relação de fidelização entre a empresa e seus trabalhadores, “realidade rompida no Brasil pelo governo FHC, para dificultar sobremaneira o processo de mobilização dos trabalhadores”.
Érika Kokay defendeu a imediata revogação da norma do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), que fere a Constituição Federal e cerceia a livre negociação. Ele disse que pretende entrar na Câmara com Projeto de Decreto Legislativo para sustar ou revogar essas resoluções, dado o seu caráter abusivo. E acrescentou: “O fim dessas medidas não significa a conquista da isonomia, mas sim que essa questão passará a ser definida em mesa de negociação, sem o aval de qualquer entrave burocrático. Não é mais possível, sob qualquer hipótese, permanecer entulhos que foram construídos sob a lógica de privatização da Caixa e de outras empresas estatais”.
Depois dos debates com Paulo Roberto e Érika Kokay, os empregados da Caixa discutiram e aprovaram um manifesto em defesa da isonomia, no qual solicitam aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara apoio à aprovação do projeto de isonomia, com tramitação acelerada desse processo, “haja vista os prejuízos causados aos trabalhadores dos bancos públicos federais, enfraquecendo por consequência as próprias instituições estatais”.
O manifesto afirma que o fortalecimento das empresas públicas é condição sine qua non para a consolidação de um projeto nacional de desenvolvimento, mas isto esbarra na desvalorização sofrida pelos trabalhadores da Caixa e de outras instituições públicas ao longo da década de 90. Segundo o documento, entregue para o presidente e para o relator da Comissão de Finanças e Tributação, respectivamente, Cláudio Puty (PT/PA) e André Vargas (PT/PR), as resoluções do Dest foram adotadas como parte da política de privatização do patrimônio público, “implicando na retirada de direitos para os que ingressaram a partir de 1998 nos bancos públicos federais”.
O manifesto, por fim, observa ser inconcebível a diferença de tratamento entre trabalhadores de uma mesma e única empresa, sobretudo em um banco público como a Caixa, acrescentando: “Essa discriminação, além de inoportuna, não cabe em um projeto político que tem como objetivo a valorização e a promoção da cidadania. Por isso nossa luta não ocorre só no âmbito da Caixa, mas em conjunto com os trabalhadores de outras estatais”.
Ato na Matriz cobra fim das discriminações
Realizado no início da tarde, o ato na Matriz da Caixa cobrou da direção da empresa a valorização e o respeito aos trabalhadores. A tônica dos protestos estava expressa em faixas que reivindicavam o fim das discriminações e isonomia já, além de salário digno, deixando claro que os bancários estavam mobilizados na campanha salarial 2011.
Foi dito, por exemplo, que chegou a hora do governo federal e da direção da Caixa oferecerem a sua contrapartida ao esforço despendido pelos trabalhadores na construção de um banco cada vez mais público e social. Relevante, nesse caso, é que os empregados precisam ser mais valorizados. O ato na Matriz, além de defender isonomia para os novos bancários, exigiu também o fim da discriminação para o pessoal do REG/Replan não-saldado.
Ponto alto foi a visita ao Congresso Nacional
O diretor do Sindicato, Alan Rodrigues, argumenta ao deputado federal Claudio Puty (PT-PA) sobre a importância de uma audiência pública no Congresso sobre isonomia nos bancos públicosComo parte da programação do encontro nacional por isonomia, a visita aos parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara foi um dos pontos altos das atividades protagonizadas pelos empregados da Caixa. Na conversa com o deputado Cláudio Puty (PT/PA), presidente dessa comissão, uma caravana de trabalhadores da empresa conseguiu negociar com ele o compromisso de convocar uma audiência pública para formar opinião e debater o tema da isonomia. Requerimento com este objetivo será encaminhado na próxima semana, devendo ser convocados para a audiência representantes do Dest e dos bancos públicos federais, além da representação nacional dos trabalhadores dessas empresas.
O manifesto aprovado pelo encontro nacional por isonomia também foi entregue para Puty, que se mostrou receptivo ao pleito dos empregados da Caixa. Outra conversa foi estabelecida com o deputado André Vargas (PT/PR), relator do projeto de lei 6.295/05 na Comissão de Finanças e Tributação. Ele disse que, no caso da isonomia nos bancos públicos federais, existem dificuldades de entendimento para as questões que tiverem impactos econômicos e financeiros nas planilhas do governo federal.
Por outro lado, André Vargas afirmou que, enquanto não forem concluídas as negociações entre as empresas e o movimento sindical, não pretende dar parecer nenhum sobre isonomia, cuja ausência, segundo ele, “é sempre uma injustiça”. Ele defendeu, por fim, um ambiente menos conflituoso entre as partes, alegando ainda que a ferramenta mais decisiva para conquistar isonomia é a mobilização e a negociação sindical.
Ao parlamentar paranaense, o movimento sindical bancário esclareceu que o esforço para superar o imbróglio da isonomia vem desde 1998, época em que os bancos públicos federais estavam sendo preparados para a privatização pelo governo neoliberal de FHC.
Foi dito ainda a André Vargas que, de 2003 para cá e à revelia do Dest, o movimento nacional dos empregados conseguiu, através de diversas lutas, protestos e greves, avançar em pontos como as Apips, o parcelamento do adiantamento de férias, o desconto proporcional ao salário de contribuição mensal do Saúde Caixa, a mudança do REB para o Novo Plano da Funcef e a unificação das tabelas do Plano de Cargos e Salários (PCS), faltando conquistar ainda o ATS, também conhecido como anuênio, e a licença-prêmio.
Fica do encontro nacional por isonomia dos empregados da Caixa a certeza de que essa reivindicação deve ser deflagrada de forma coletiva, com o envolvimento dos trabalhadores de outros bancos públicos federais e de outras empresas estatais, sendo esta a única forma de eliminar os obstáculos que ainda travam a sua efetiva conquista.
A avaliação é de que, diante das circunstâncias, o balanço das atividades dos 90 bancários que se reuniram em Brasília, durante o encontro nacional por isonomia na Caixa, foi bastante positivo. Uma unanimidade: a tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional é sempre tortuosa, sendo preciso trilhar vários caminhos para viabilizá-lo.
Fonte: Agência Fenae

Assembleia decisiva na segunda-feira (26)

Bancários: participem da assembleia geral, na sede do SEEB-PA, que organizará a greve da categoria no Pará!
Clique na foto para ampliá-la
A AEBA (Associação dos Empregados do Banco da Amazônia) convoca toda a categoria para participar da assembleia geral que será realizada, nesta segunda-feira (26/09) às 18h, na sede do SEEB-PA, na Rua 28 de Stembro - Reduto. 

O objetivo da assembleia é organizar os últimos detalhes da greve, pois pelo retrospecto, é muito difícil que os banqueiros apresentem alguma proposta satisfatória na última rodada de negociação com a Fenaban nesta sexta-feira (23). 

É importante lembrar que os bancos disseram não para todas as reivindicações até o momento. As cláusulas sociais foram negadas sem qualquer explicação. As questões ligadas aos clientes também. E as econômicas são uma verdadeira piada. 

É por causa dessa postura intransigente, que a categoria vai cruzar os braços por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (27). 

Bancários: é hora de mobilizar para conquistar!

GREVE - Por decisão unânime bancários do Pará aprovam paralisação a partir de terça (27/09)


 

 
Em assembleia realizada ontem (22) na sede do SEEB-PA, os bancários decidiram aderir à greve por tempo indeterminado. 
 
A categoria rejeitou a proposta rebaixada de índice da Fenaban que propôs um reajuste 7,8%, que representa apenas 0,37% de aumento real sobre os salários, PLR e as demais verbas como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/babá.
 
Uma nova assembleia será realizada na segunda-feira (26) para avaliar a contraproposta da Fenaban que será apresentada ao Comando Nacional hoje. Se a proposta dos banqueiros não estiver a contento da categoria, a assembleia da próxima segunda-feira será a oportunidade de organização da categoria para o primeiro dia de greve dos bancários do Pará. 
 
SEEB-PA comete ato de deselegância!
 
Novamente o Sindicato protagonizou um ato de deselegância para com a AEBA e a AFBEPA. Na assembleia de aprovação da greve, o Sindicato queria impedir que as Associações de trabalhadores bancários falassem, ou seja, que não demonstrassem publicamente a posição pela greve. Enquanto o Sindicato diz ironicamente que“unidos somos mais fortes”, a todo o momento busca isolar a AEBA. Que unidade é essa? Vivemos em um regime democrático onde as opiniões diferentes são importantes para o crescimento das entidades e estímulo à própria democracia. Esse já configura o segundo episódio de baixo nível protagonizado pelo Sindicato nessa Campanha Salarial, o primeiro, lembramos que foi o boicote à 1º mesa negociação, simplesmente porque a o presidente da AEBA estaria presente.
 
Porém, após muita pressão, as entidades conseguiram falar, mesmo com uma pequena parte dos participantes saindo da assembleia, pois a Presidente do Sindicato, de forma grosseira “encerrou” a assembleia. 
 
A presidente da AFBEPA, Kátia Furtado, se pronunciou primeiramente expondo que é necessária uma grande greve para derrotar a FENABAN e garantir as conquistas para os bancários, tanto na pauta nacional como nas específicas, e ressaltou que se sentiu desrespeitada pela atitude hostil do SEEB-PA em relação às Associações de trabalhadores bancários. O presidente da AEBA, Silvio Kanner, falou em seguida, e afirmou estar correta a recusa da proposta da patronal. Para Silvio Kanner, “Enquanto o Governo paga pela sangria do dinheiro público com a corrupção, não quer conceder um reajuste digno para os trabalhadores”. Afirmou ainda que “A AEBA estará priorizando a luta pelas pautas específicas no BASA, que estão paradas há mais de 4 anos”. Demonstrando assim que a AEBA quer a unidade na greve e nas lutas com o Sindicato.
 
A categoria não precisa da divisão. O Sindicato dos Bancários tem que buscar ser parceiro da AEBA nessa greve, para assim, de fato praticar a UNIDADE e conseguir obter uma grande vitória na pauta específica e melhorar a vida dos bancários do BASA. O que mais chama a atenção, é  que o atual vice-presidente do Sindicato, Sérgio Trindade, ex-presidente da AEBA, não faz nenhum esforço para que a AEBA possa falar nas assembleias e ajudar nas negociações coletivas. Os interesses político-partidários dos atuais dirigentes do SEEB-PA, infelizmente, são colocados acima da unidade necessária numa Campanha Salarial.
 
Nós convidamos o Sindicato dos Bancários a buscar uma atuação conjunta com a AEBA na greve e na luta em defesa dos direitos de nossa categoria.
 
Confira as principais reivindicações específicas da categoria para este ano:
- Novo PCS
- Reajuste reembolso do Plano de Saúde
- Isonomia do piso salarial com os demais Bancos Federais (R$ 1.600,00)
- Reajuste Salarial de 25%
- Reposição das Perdas Salariais
- Ponto Eletrônico
- Isenção de Tarifas para os Empregados
- Retorno do Programa de Educação Continuada
- Isonomia de acesso do Quadro de Apoio a Funções Comissionadas
- Revisão do Novo Modelo de Negócios protagonizado pelo Banco
- Revogação da NP 118
- Revogação do Seguro Para os alto-executivos do Banco

quarta-feira, setembro 21, 2011

Bancários precisam marcar greve para arrancar o que querem

Campanha Salarial

21/09/2011

A Campanha Salarial dos bancários não está fácil. Depois da apresentação do lucro líquido dos seis maiores bancos no primeiro semestre deste ano, de R$ 27 bilhões, os bancários estão reivindicando a sua fatia desse bolo, entretanto, parte das direções da categoria não defendem essa luta com firmeza.

Os lucros recordes dos bancos se devem, em grande medida, aos péssimos salários e ao ritmo cada vez maior de trabalho. Por isso, a categoria discute que a greve é o momento para repartir esse lucro e melhorar salários e condições de trabalho.

Banqueiros espertos - Os banqueiros têm afirmado que a crise econômica mundial não permite conceder reajustes acima da inflação ou estabelecer novos direitos.  Dilma e seus asseclas repetem o mesmo. Guido Mantega afirmou que os funcionários das estatais receberiam somente a inflação.

O negociador e diretor do Banco do Brasil, Carlos Eduardo Leal Neri, é um exemplo desta postura: “Não existem sobras no lucro do banco e qualquer benefício significa, na verdade, aumento no dispêndio da empresa”.

A negativa ao conjunto das reivindicações apresentadas na mesa específica da CEF mostra política semelhante. Mas estas afirmações não têm nenhuma base na realidade. Os lucros dos bancos continuam crescendo evidenciando que os efeitos da crise mundial não chegaram neste segmento.

Os banqueiros ofereceram somente 7,8% de reposição na última negociação do dia 20, somente 0,3% acima da inflação e já anunciaram que não pretendem fazer nenhuma proposta superior.

Direções governistas - A postura da diretoria dos sindicatos da CUT beneficia somente o governo e os banqueiros.  A data base foi 1° de setembro e até agora não houve mobilização pra valer, apesar das várias negociações gerais e especificas que já ocorreram. Nelas, os banqueiros mantiveram uma postura intransigente e os bancários não tiveram oportunidade de discutir os rumos da campanha ou propor um calendário de luta.

A lógica é que uma campanha fria e demorada pode levar a categoria a aceitar mais facilmente uma proposta rebaixada ao ficar refém da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), pois todos estão endividados. Além disso, perdem a oportunidade de unificar a greve com os trabalhadores dos Correios, por exemplo, e aumentar a pressão sobre o governo.

Marcar a greve já - Por isso, a CSP-Conlutas defende que assembléias sejam realizadas e que a data da greve seja marcada imediatamente. Só a luta pode fazer com que os banqueiros percebam que é possível sim atender o que a categoria quer.

Não há motivos para não adiar mais o início da greve da categoria:

· O lucro médio dos bancos cresceu 19%, enquanto nossos salários acumulam perdas de 98,62% na CEF, 86,68% no BB e 26% nos privados.

· Em setores que lucram menos, categorias fizeram greve e arrancaram acordos positivos como é o caso de metalúrgico de São José (10,8% + abono de R$3.000,00) e construção civil de Belém (10% a 14%).

· Apesar de a lei estabelecer a jornada de seis horas e haver decisões judiciais favoráveis, os bancos continuam desrespeitando esse direito.

· Mesmo batendo recordes de lucro, os bancos privados continuam demitindo e há pressão da perda da comissão em todos os bancos, aumentando o assédio, as metas e as doenças profissionais.

· Novos e antigos funcionários têm direitos completamente diferentes nos bancos públicos, mesmo exercendo a mesma atividade.

Fonte: CSP - CONLUTAS

segunda-feira, setembro 19, 2011

O Governo Federal e o Banco da Amazônia empurra categoria para a GREVE

Belém, 19/09/2011 15h20

Silvio Kanner, presidente da AEBA garantiu presença mediante procuração.
 
Na manhã de hoje a comissão de negociação do BASA esteve reunida com os representantes do SEEB-MA, para a discussão da pauta de reivindicações específicas da categoria. Na reunião, o representante do SEEB-MA, Raimundo Nonato Costa, reiterou defendendo a presença da AEBA na mesa de negociação, o que vem ocorrendo nos últimos anos. Costa ressaltou a força histórica da Associação na defesa dos interesses dos empregados do Banco da Amazônia. “Se existe uma entidade que conhece bem e vivencia 100% dos problemas dos empregados do BASA, essa entidade é a AEBA, mesmo que legalmente ela não tenha direito de participar das negociações, este papel deveria lhe ser atribuído por mérito e respeito à sua luta pelas causas dos bancários.” Enfatizou Nonato Costa.
 
Na ocasião, a comissão de negociação do Banco afirmou que o Banco não possuí nenhuma proposta para apresentar, disse ainda que aguardará um posicionamento da FENABAN, e só assim apresentará algo mais concreto às entidades. Diante desse posicionamento da comissão, Silvio Kanner explicitou que este ano o foco principal das negociações será as reivindicações específicas e que, portanto, independentemente da FENABAM, há a necessidade de discutir sobre os problemas peculiares aos empregados do Banco que são:
- Novo PCS
- Reajuste reembolso do Plano de Saúde
- Isonomia do piso salarial com os demais Bancos Federais (R$ 1.600,00)
- Reajuste Salarial de 25%
- Reposição das Perdas Salariais
- Ponto Eletrônico
- Isenção de Tarifas para os Empregados
- Retorno do Programa de Educação Continuada
- Isonomia de acesso do Quadro de Apoio a Funções Comissionadas
- Revisão do Novo Modelo de Negócios protagonizado pelo Banco
- Revogação da NP 118
- Revogação do Seguro Para os alto-executivos do Banco
 
“Está na hora das mesas de negociação ter como foco principal os problemas intrínsecos aos empregados do BASA e serem abordadas de forma diferenciada, já que, os empregados do Banco da Amazônia também são tratados de forma desigual quando comparado aos demais Bancos Públicos Federais”, ponderou Silvio Kanner.
 
Nonato Costa exemplificou do ponto de vista econômico, problemas que precisam ser solucionados para que sejam evitadas complicações maiores de caráter social, “A grave situação salarial dos empregados do Banco é conhecida e reconhecida pela diretoria do Banco, que se mantém inerte às carências e à urgência por mudanças que de fato interfiram positivamente na qualidade de vida do empregado. Se o Banco alega que não suporta remunerar a altura seus empregados, em um determinado momento, este empregado também não suportará mais as condições de trabalho oferecidas pelo Banco e sairá da instituição, o que culminará no aumento da escassez da mão de obra, sobre carga de trabalhos e outros inúmeros problemas oriundos dessa realidade que já é vivida por muitos, aumenta o número de agências e diminui o número de empregados”. Silvio Kanner completou ainda, “O Sentido dessa Campanha Salarial não está na mesa da FENABAN, ela também é importante, mas pelos motivos expostos à comissão, provamos o porquê ela não é nosso foco principal”.
Silvio pontuou várias reivindicações possíveis de serem atendidas, se houver boa vontade por parte do Banco, fundamentando sua viabilidade. “Precisamos de uma política que nivele nosso piso salarial, é aí que queremos avançar”.
 
Ao final da reunião a comissão de negociação sustentou seu discurso de que aguardará a mesa da FENABAN para marcar nova reunião e se comprometeu em levar à diretoria da instituição os apontamentos, também registrados em ata, levantados pelos representantes das entidades. “Queremos deixar claro que a mesa da FENABAN será apenas nosso ponto de partida, nosso foco principal é a específica”. Finalizou Silvio Kanner.

1ª rodada de negociação com o Basa será hoje

EM FOCO / CAMPANHA SALARIALImprimir Notícia

19/09/2011 às 09:47
Ascom/SEEB-MA
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SÃO LUÍS (MA) - A primeira rodada de negociações específicas entre bancários e o Banco da Amazônia (Basa) será realizada no próximo dia 19, a partir das 9h, no 14º andar do prédio sede do Basa, em Belém-PA.

Na pauta da reunião, a discussão das reivindicações dos bancários referentes à campanha salarial 2011/2012.

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) será representado pelo diretor Raimundo Costa e pelo presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA), Sílvio Kanner.

Fonte: SEEB MA

Energia a preço justo


Graças ao seu apoio em 2007 acabamos com a cobrança injusta da CPMF e o Brasil economizou mais de R$ 50 bilhões por ano.
 
 
Seu apoio foi fundamental, mas nossa luta não acabou. Agora temos a chance de derrubar mais uma taxa injusta que vem escondida em nossa conta de luz todos os meses.
 
 
Assine o manifesto e divulgue a campanha para seus amigos, colegas e familiares.
 
 
Nós pagamos um valor adicional na conta de luz que já deveria ter acabado.
Podemos economizar
30 bilhões de reais por ano, o que daria para manter mais dois programas sociais do tamanho do Bolsa Família. Não podemos ficar calados.
 

quinta-feira, setembro 15, 2011

Noticia do Sindicato dos Bancários do Maranhão

É hora de lutar! Bancários de todo o país já sinalizam greve a partir do dia 22/09

Bancários: compareçam à assembleia geral no dia 20/09, às 18h, na sede do SEEB-MA, na Rua do Sol.
13/09/2011 às 12:35
SEEB-MA
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SÃO LUÍS – Nesta terça-feira (13), o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) fez uma manifestação em frente à agência do Banco Itaú, na Rua da Paz, Centro. Além de divulgar a campanha salarial 2011, o objetivo do ato foi protestar contra o posicionamento intransigente dos banqueiros, que vem negando todas as reivindicações da categoria nas negociações.

CONFIRA A GALERIA DE FOTOS


A agência do Itaú foi escolhida por apresentar condições insalubres de trabalho e atendimento: falta água e ar-condicionado no local!

Saiba mais sobre as negociações:

Já nas primeiras rodadas de negociações com os banqueiros e o governo o que se vê são favas contadas: não a garantia de emprego, não ao fim das terceirizações, não ao fim das metas, não a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, não ao reajuste salarial. Assim tem sido a campanha salarial dos bancários ao longo dos últimos anos.

O mesmo acontece com outras categorias de trabalhadores, cuja data-base é no segundo semestre. O governo, os banqueiros, as montadoras, a mídia e a CUT fazem o mesmo discurso de conciliação de classes e quem paga o pato é o trabalhador. Para os patrões os recursos estão garantidos seja pela prática dos maiores juros do mundo, seja pelas benesses do dinheiro barato drenado do BNDES para o setor privado da economia, seja pelas tarifas, seja pela espoliação, terceirização, precarização das condições de trabalho e, evidentemente, do aviltamento da renda do trabalhador.

O governo anunciou mais um corte gastos para garantir o aumento do superávit primário e sob o pretexto de baixar os juros e aumentar o investimento. O que a mídia não diz é que o corte só atinge um lado: a classe trabalhadora; que vai faltar para a saúde, para o reajuste dos bombeiros, para a educação.

No setor financeiro, quando imaginávamos que todos os recordes de lucratividade haviam sido alcançados, eis que os balanços dos maiores bancos dão conta que não há limites para os bancos. Apenas para citar dois exemplos, o Banco do Brasil e o Itaú anunciaram resultados que ultrapassam a linha de 1 bilhão de lucros ao mês. A Caixa Econômica Federal também faz um barulho ensurdecedor face ao crescimento de 36% no seu lucro.

Dito isso, por que não se consegue impor aos patrões uma pauta que atenda a categoria? Falta de recursos é que não é!
Diante da intransigência dos banqueiros e do governo, só tem um jeito: mobilização e participação de todos na luta por melhores condições. Os bancários de todo o país já sinalizam com greve a partir de 22/09/2011.

Principais reivindicações dos bancários:
. Reajuste salarial de 26%;
. Piso Salarial de R$ 2.297,51;
. Isonomia de direitos;
. Contratação de mais bancários;
. Recuperação das perdas salariais acumuladas desde 1994


Bancários: compareçam à assembleia geral para discutir os rumos da campanha no dia 20/09, às 18h, na sede do SEEB-MA, na Rua do Sol.

terça-feira, setembro 13, 2011

AEBA lança sua Campanha Salarial

Belém, 13/09/2011 11h02

Na manhã de hoje a diretoria da AEBA esteve reunida em frente à matriz do Banco da Amazônia para o lançamento de suas atividades durante a Campanha Salarial 11/12. A principal luta da Associação será pela conquista dos pontos da Pauta Específica de Reivindicações. A pauta Específica vai de encontro às reais necessidades dos colegas do BASA. A Campanha Salarial deve ser tratada de forma diferenciada para os trabalhadores do BASA, pois são os que recebem menor remuneração no sistema financeiro nacional, um piso salarial cerca de 40% menor quando comparado aos demais Bancos públicos federais, e as desigualdades não param por aí. Nada explica tal desvalorização. Queremos respostas com garantias de direitos iguais.
Folha de pagamento de terceirizados é quase igual a dos concursados
A folha de pagamento do primeiro semestre para empregados concursados pontuou R$ 85 milhões em salários e para terceirizados chegou a R$ 75 milhões, o que explica esses números? Queremos respeito aos trabalhadores que fazem esta instituição que merecem um acolhimento peculiar e diferenciado no atendimento de suas necessidades.
Tarifas Bancárias
Os empregados do Banco da Amazônia representam somente 2,2% dos correntistas da instituição. A AEBA acredita que há a possibilidade de concessão da exclusão das tarifas para os empregados.
Ponto Eletrônico
A Instituição Banco da Amazônia é a única que ainda tem controle de ponto em folha de papel.
Não Aceitamos Pauta Rebaixada
Repudiamos o aceite da pauta rebaixada com a qual a CONTRF-CUT concordou na Conferência Nacional. A AEBA não entrega direitos!
Nesse caminho seguiremos até a vitória!
A Associação Convoca Todos a Construirmos uma Campanha Forte, Democrática e Participativa!