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Este é o blog e alimentado de informações por Igor Téo que tem por objetivo repassar aos trabalhadores informações sobre a atualidade e para dar conhecimento a todos do movimento sindical bancário na Amazônia.
terça-feira, novembro 30, 2010
quarta-feira, outubro 27, 2010
Sob impasse, STF valida lei Ficha Limpa
Sob impasse, STF valida lei Ficha Limpa
Quarta-Feira, 27/10/2010, 20:27:57
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Joaquim Barbosa (c), faz leitura do seu relatório ao lado dos colegas (Foto: Dida Sampaio/AE)
Ao negar recurso do deputado federal Jader Barbalho (PMDB), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que a lei da Ficha Limpa tem validade ainda para este ano. O julgamento terminou empatado em 5 a 5, e a saída do impasse foi encontrado no regimento interno da Corte.
Por sugestão do ministro Celso de Mello, o artigo 205 do regimento interno foi aplicado no julgamento. Diz o artigo: “havendo votado todos os Ministros, salvo os impedidos ou licenciados por período remanescente superior a três meses, prevalecerá o ato impugnado”. Ou seja: vale a decisão da Justiça Eleitoral que impugnou a candidatura de Jader e definiu que a lei vale para este ano. Sete ministros acataram esse critério de desempate e outros três queriam que o presidente do STF, Cezar Peluso, tivesse exercido o voto de minerva.
Jader Barbalho obteve quase 1,8 milhão de votos na eleição para senador pelo PMDB do Pará, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral com base na lei da Ficha Limpa. Ele renunciou, em 2001, ao mandato de senador para fugir de um processo de cassação no Senado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) havia autorizado a candidatura dele, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reviu a decisão, negando-lhe a candidatura.
O julgamento durou quase sete horas e foi marcado por troca de farpas entre os ministros e duras críticas disparadas pelo ministro Gilmar Mendes contra a aplicação da lei. Ele chegou a dizer que validá-la seria “flertar com o nazi-fascismo”.
(Agência Estado)
sexta-feira, outubro 22, 2010
Com recurso de Jader Barbalho, STF inicia julgamento da Ficha Limpa
Priscilla Mazenotti/ ABr
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Brasília - O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a impugnação da candidatura de Jader Barbalho (PMDB-PA) ao Senado com base na Lei da Ficha Limpa vai começar do zero, como se o empate de 5 a 5 em outro julgamento sobre o caso – referente a Joaquim Roriz (PSC-DF) – não tivesse ocorrido. Isso se deve ao fato de Roriz ter desistido da disputa ao governo do Distrito Federal (GDF) ao escolher sua mulher, Weslin Roriz, para concorrer em seu lugar. Assim, a ação dele perdeu o objeto.
Desta vez, os ministros vão analisar a renúncia de Jader ao mandato no Senado, em 2001, para fugir de processo de cassação. A prática é proibida pela Lei da Ficha Limpa. Jader, assim como Roriz, alega que a lei é inconstitucional porque não deveria valer para políticos que já haviam renunciado quando a norma foi sancionada. O argumento é de que a lei não pode retroagir para prejudicar o “réu”.
Outra alegação é a da anualidade. A Constituição determina que leis eleitorais só entrem em vigor um ano depois de sua sanção.
Para o advogado especialista em direito eleitoral, Luciano dos Santos, a questão precisa ser resolvida pelo Supremo. “Desde o primeiro julgamento, os ministros devem ter conversado e analisado melhor a questão para decidir”, disse. “Ainda mais que houve clamor da sociedade, o assunto foi bastante debatido”, completou.
O advogado argumenta que será preciso que algum ministro mude de opinião, para que o julgamento não termine, de novo, empatado.
No caso de Joaquim Roriz, o empate abriu brecha sobre como proceder nesse caso: se o presidente da Suprema Corte, ministro Cezar Peluso, desempataria; se a decisão seria dada apenas com a chegada do novo ministro, substituto do ministro aposentado Eros Grau; ou se continuaria vigente decisão anterior, do Tribunal Superior Eleitoral, de manter a impugnação da candidatura.
Para fugir do impasse, Roriz renunciou à candidatura ao GDF. No caso de Jader Barbalho, a decisão que deverá ser tomada na quarta-feira poderá valer para todos os casos de parlamentares que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação, inclusive o de Roriz. Na interpretação do especialista, Luciano dos Santos, outros aspectos da Ficha Limpa, como a proibição de candidaturas de políticos com condenações por órgãos colegiados, deverão ser discutidos assim que questionamentos sobre o assunto chegarem à Suprema Corte.
A sessão do Supremo Tribunal Federal está marcada para quarta-feira (27), às 14h.
sábado, setembro 25, 2010
ISONOMIA JÁ!
ISONOMIA JÁ! Fique por dentro!
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A RETIRADA COMEÇOU DURANTE O GOVERNO TUCANO DE FERNANDO HENRIQUE
A distinção entre os funcionários contratados nos períodos pré e pós-98 nos bancos públicos iniciou durante o governo Fernando Henrique Cardoso com a publicação da resolução nº 9 do DEST – Departamento de Coordenação das Empresas estatais Federais, em maio de 1995. Esta resolução limitou e/ou excluiu direitos e benefícios de novos funcionários destes bancos, empossados a partir da data de sua publicação.
A MANUTENÇÃO DA INJUSTIÇA NO GOVERNO LULA...
Os novos admitidos foram enquadrados em tabelas salariais achatadas, com perda de direitos como licença-prêmio, anuênio, ATS(Adicional por Tempo de Serviço), Vps e normatização dos Apips. Com base nestas resoluções, a partir dos novos concursos públicos diversas conquistas históricas dos trabalhadores passaram a ser ignoradas pelas instituições.
UMA HISTÓRIA DE LUTAS... E TRAIÇÕES!
O tema da isonomia nos bancos públicos federais sempre foi amplamente debatido em nossos encontros estaduais e em todas as campanhas salariais constou da nossa pauta de reivindicações prioritárias, mas a CONTRAF-CUT sempre colocou esta proposta de lado para privilegiar as remunerações variáveis e as campanhas eleitorais.
O PROJETO DE LEI NA CÂMARA
Em 2005 é apresentado o projeto de lei 6259 na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Inácio Arruda, dispondo sobre o retorno da isonomia para os funcionários dos bancos estatais. Até hoje (quase 5 anos depois) não foi votado, rodando em várias comissões da Câmara por negligência e falta de interesse dos líderes dos partidos e do governo.
Durante esse tempo todo, os bancários do Maranhão, junto com o SEEB-MA, deliberaram em vários fóruns a necessidade do movimento nacional encampar esta luta. Moções, envio de ofícios e emails para os deputados, matérias nos nossos jornais, participação em encontros de bancos; enfim, muita coisa foi feita, mas a CONTRAF-CUT nunca levou a sério a luta pelo restabelecimento da isonomia.
OUTRAS AÇÕES DO SEEB-MA
No final de novembro de 2009, o Sindicato dos Bancários do Maranhão entrou com uma representação no Ministério Público do Trabalho questionando a isonomia na Caixa Econômica especificamente, onde persiste a diferenciação após a unificação dos planos de carreira. A esperança é que o MP acione o Judiciário para reverter esta injustiça, assim como fez com as terceirizações na Caixa. O Jurídico está analisando a possibilidade de entrar com uma representação para os empregados de outros bancos federais.
ETIMOLOGIA
A palavra "isonomia" vem do grego "iso", igual + "nomos", lei + "ía", abstrato. Significa, literalmente, lei que é igual, que estabelece a justiça mediante a igualdade de direitos a todos usando os mesmos critérios.
REFLEXOS DA ISONOMIA NA VIDA DOS TRABALHADORES DOS BANCOS PÚBLICOS FEDERAIS
A retirada de direitos é uma lógica de mercado neoliberal. Por isso, o movimento sindical reivindica que os bancos públicos sirvam de exemplo para as demais instituições financeiras no que diz respeito ao tratamento de seus empregados.
A discriminação, sob qualquer aspecto, seja através de remuneração, tratamento ou supressão de direitos adquiridos gera um grande mal estar entre pessoas que exercem a mesma função. Inegavelmente, as resoluções do DEST criaram uma situação que afronta o princípio da igualdade, essencial para o respeito ao trabalhador.
OS LUCROS ESPETACULARES DOS BANCOS NÃO FAZEM OS BANQUEIROS SE DOBRAREM
- Sem justificativa - Embora as direções dos bancos públicos federais aleguem que a isonomia poderá desequilibrar suas despesas com pessoal, os lucros atingidos pela Caixa e pelo Banco do Brasil nos últimos anos comprovam que isto não procede.
- Rumo à isonomia - Para marcar a luta pela isonomia em 2010, o movimento sindical aponta o tema como prioridade para as negociações específicas com os bancos públicos federais nesta Campanha Salarial 2010.
VEJA A INJUSTIÇA!
Na prática, as resoluções nº 9 e nº 10 do DEST suprimiram dos novos empregados direitos já consolidados para trabalhadores da Caixa e do BB. As diferenças de tratamento atingem os empregados admitidos após 1998, que exercem a mesma função dos antigos escriturários.
OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS NEGADOS PELO BB AOS NOVOS FUNCIONÁRIOS:
- Licença-prêmio de 18 dias por ano
- 35 dias de férias após 35 anos de trabalho
- Igualdade de remuneração
- Anuênio
DIREITOS SUPRIMIDOS NA CAIXA:
- Licença-prêmio: 18 dias de licença por ano que podem ser gozados pelo empregado ou convertidos em remuneração.
- ATS/Anuênio: adicional de 1% sobre o salário a cada ano de serviço prestado à empresa
- APIPs - O gozo das APIPs foi conquistado em 2003. Em 2004, os trabalhadores obtiveram o direito à conversão do benefício em remuneração. Entretanto, este ainda é um direito que precisa ser renovado a cada ano no Acordo Coletivo, falta consolidá-lo através da sua regulamentação.
Perguntas mais frequentes
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ARGUMENTOS DE SUSTENTAÇÃO PARA A ISONOMIA?
É inaceitável, tanto do ponto de vista legal quanto moral, que funcionários trabalhando dentro das mesmas instituições, exercendo a mesma função, tenham tratamento diferenciado. A Constituição Federal estabelece o princípio da isonomia e da igualdade de oportunidades, sendo o Estado o principal responsável por zelar por esses direitos.
DE QUE MANEIRA A ISONOMIA SERÁ ENCAMINHADA NO CONGRESSO?
Agora o projeto segue ainda por outras comissões, como a Comissão de Finanças e Tributação e Comissão de Constituição e Justiça, depois segue para o Senado Federal e, se aprovado sem alterações, vai para sanção do Presidente da República.
QUAIS OS REFLEXOS DA INDEXAÇÃO DO PL 7.403/2010, DE AUTORIA DO DEPUTADO FEDERAL PAULO PIMENTA (PT/RS), NA LUTA DOS BANCÁRIOS DE BANCOS FEDERAIS PELA ISONOMIA DE DIREITOS?
A indexação do PL 7.403/2010 ao PL 6259/2005 não traz nenhuma alteração significativa. Ambos os projetos são muito parecidos em seu conteúdo e propostas. Por isso, a opção de “apensar” esse projeto ao anterior. Os dois projetos propõem isonomia ampla e irrestrita.
QUAL SERIA O IMPACTO FINANCEIRO PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS COM O RESTABELECIMENTO DA ISONOMIA?
Os cálculos mostram que o impacto na folha de pagamento das empresas estatais será mínimo: de 0,5 a 1,5%. Isso porque a medida só vai impactar o valor de referência das funções, não influindo no salário dos comissionados que são 60% da folha de pagamento.
Fonte: SEEB/MA
terça-feira, setembro 14, 2010
TSE barra a candidatura de Jader Barbalho e libera Roseana Sarney
TSE barra a candidatura de Jader Barbalho e libera Roseana Sarney
Diego Abreu
Publicação: 02/09/2010 09:03 Atualização: 02/09/2010 09:03
Por cinco votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquadrou ontem o deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA) na Lei da Ficha Limpa. O indeferimento da candidatura reforma uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), que havia autorizado o peemedebista a concorrer a uma vaga de senador.
Ele renunciou ao mandato de senador em 2001 para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar. Na época, Jader foi acusado de mentir ao Senado sobre o suposto envolvimento com o desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Banco do Pará (Banpará).
Advogado de Jader, Eduardo Alckmin observou que a renúncia do então senador foi “calcada no direito de não se autoincriminar”. Segundo ele, o Senado decidiu abrir o processo contra o parlamentar pelo fato de ele não ter admitido o suposto envolvimento com o desvio de recursos ocorrido na década de 1980. “Ninguém precisa se autoincriminar”, disse.
O argumento, no entanto, não convenceu o relator do caso, ministro Arnaldo Versiani, que votou pela inelegibilidade do candidato. Para o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, Jader “renunciou não só para não perder o mandato, mas também para não se tornar inelegível”.
A Lei da Ficha Limpa deixa Jader inelegível por oito anos contados a partir do ano em que seu mandato terminaria (2002), o que o impede de concorrer até o fim de 2010. Ele ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá dar a última palavra sobre a nova lei.
Maranhão
Também ontem, o ministro Hamilton Carvalhido arquivou os recursos que contestavam as candidaturas dos irmãos Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, e José Sarney Filho (PV-MA), deputado federal. Ambos concorrem à reeleição. O Ministério Público pedia o indeferimento da candidatura de ambos com base em condenações decorrentes de propagandas eleitorais irregulares.
Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidiu não aplicar a Lei da Ficha Limpa, contrariando orientação do TSE. Já Carvalhido, que tem se declarado favorável à nova lei, interpretou que o parlamentar e a governadora só ficariam inelegíveis se tivessem os registros ou os diplomas cassados. O arquivamento do processo de ambos é passível de recurso, que pode ser julgado em plenário.
Passando a limpo
Veja a lista de alguns políticos que terão recursos julgados no TSE com base na Lei da Ficha Limpa:
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cassado pelo TSE em 2009 do cargo de governador da Paraíba por abuso de poder econômico e político, Cássio teve a candidatura indeferida pelo TRE-PB. Ele entrou com recurso no TSE.
Jackson Lago (PDT-MA)
Ex-governador do Maranhão, Jackson foi cassado pelo TSE sob a acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2006. O TRE-MA afastou a aplicação da Lei da Ficha Limpa e registrou a candidatura dele, mas o Ministério Público recorreu ao TSE.
Marcelo Miranda (PMDB-TO)
Em Tocantins, o TRE rejeitou a aplicação da Lei da Ficha Limpa no julgamento da candidatura do governador cassado em 2009 pelo TSE por abuso de poder político. O Ministério Público recorreu contra o registro da candidatura de Miranda ao Senado.
Paulo Maluf (PP-SP)
Condenado em abril por improbidade administrativa — devido ao superfaturamento de uma compra na época em que era prefeito de São Paulo —, o deputado federal teve a candidatura à reeleição indeferida pelo TRE-SP. Ele aguarda o julgamento do recurso.
Paulo Rocha (PT-PA)
O petista renunciou ao cargo de deputado federal em 2005, depois de ser citado no escândalo do mensalão. No ano seguinte, ele foi eleito novamente para a Câmara. O TRE deferiu sua candidatura, mas o procurador eleitoral do Pará recorreu.
Expedito Júnior (PSDB-RO)
Candidato ao governo de Rondônia, Expedito teve a candidatura indeferida pelo TRE do estado por ter sido cassado do cargo de senador pelo TSE. Ele entrou com recurso e aguarda o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Correio Braziliense
Ele renunciou ao mandato de senador em 2001 para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar. Na época, Jader foi acusado de mentir ao Senado sobre o suposto envolvimento com o desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Banco do Pará (Banpará).
Advogado de Jader, Eduardo Alckmin observou que a renúncia do então senador foi “calcada no direito de não se autoincriminar”. Segundo ele, o Senado decidiu abrir o processo contra o parlamentar pelo fato de ele não ter admitido o suposto envolvimento com o desvio de recursos ocorrido na década de 1980. “Ninguém precisa se autoincriminar”, disse.
O argumento, no entanto, não convenceu o relator do caso, ministro Arnaldo Versiani, que votou pela inelegibilidade do candidato. Para o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, Jader “renunciou não só para não perder o mandato, mas também para não se tornar inelegível”.
A Lei da Ficha Limpa deixa Jader inelegível por oito anos contados a partir do ano em que seu mandato terminaria (2002), o que o impede de concorrer até o fim de 2010. Ele ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá dar a última palavra sobre a nova lei.
Maranhão
Também ontem, o ministro Hamilton Carvalhido arquivou os recursos que contestavam as candidaturas dos irmãos Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, e José Sarney Filho (PV-MA), deputado federal. Ambos concorrem à reeleição. O Ministério Público pedia o indeferimento da candidatura de ambos com base em condenações decorrentes de propagandas eleitorais irregulares.
Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidiu não aplicar a Lei da Ficha Limpa, contrariando orientação do TSE. Já Carvalhido, que tem se declarado favorável à nova lei, interpretou que o parlamentar e a governadora só ficariam inelegíveis se tivessem os registros ou os diplomas cassados. O arquivamento do processo de ambos é passível de recurso, que pode ser julgado em plenário.
Passando a limpo
Veja a lista de alguns políticos que terão recursos julgados no TSE com base na Lei da Ficha Limpa:
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cassado pelo TSE em 2009 do cargo de governador da Paraíba por abuso de poder econômico e político, Cássio teve a candidatura indeferida pelo TRE-PB. Ele entrou com recurso no TSE.
Jackson Lago (PDT-MA)
Ex-governador do Maranhão, Jackson foi cassado pelo TSE sob a acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2006. O TRE-MA afastou a aplicação da Lei da Ficha Limpa e registrou a candidatura dele, mas o Ministério Público recorreu ao TSE.
Marcelo Miranda (PMDB-TO)
Em Tocantins, o TRE rejeitou a aplicação da Lei da Ficha Limpa no julgamento da candidatura do governador cassado em 2009 pelo TSE por abuso de poder político. O Ministério Público recorreu contra o registro da candidatura de Miranda ao Senado.
Paulo Maluf (PP-SP)
Condenado em abril por improbidade administrativa — devido ao superfaturamento de uma compra na época em que era prefeito de São Paulo —, o deputado federal teve a candidatura à reeleição indeferida pelo TRE-SP. Ele aguarda o julgamento do recurso.
Paulo Rocha (PT-PA)
O petista renunciou ao cargo de deputado federal em 2005, depois de ser citado no escândalo do mensalão. No ano seguinte, ele foi eleito novamente para a Câmara. O TRE deferiu sua candidatura, mas o procurador eleitoral do Pará recorreu.
Expedito Júnior (PSDB-RO)
Candidato ao governo de Rondônia, Expedito teve a candidatura indeferida pelo TRE do estado por ter sido cassado do cargo de senador pelo TSE. Ele entrou com recurso e aguarda o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Correio Braziliense
Jáder Barbalho tem registro barrado pelo TSE
Por 5 votos a 2, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram nesta quarta-feira (1) o pedido de registro de candidatura de Jader Barbalho (PMDB), que disputa uma vaga ao Senado pelo Pará. Cabe recurso da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Jader foi alvo de um pedido de impugnação da Procuradoria Eleitoral do estado, porque renunciou ao mandato de senador, em 2001, para evitar um processo de cassação em meio às investigações do caso que apurava desvios no Banpará e a denúncias de envolvimento no desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Ele sempre negou irregularidades.
Ele teve a candidatura aprovada pelo Tribunal Regional do Pará (TRE-PA), que entendeu que a ficha limpa não pode ser aplicada para casos anteriores à vigência da norma no que se refere a políticos que renunciaram aos mandatos. A Procuradoria Eleitoral entrou com recurso no TSE para rever a decisão da Justiça Eleitoral do estado.
O advogado do candidato, Eduardo Alckmin, argumentou que o processo de Jader Barbalho é diferente do caso de Joaquim Roriz, julgado pelo TSE nesta terça-feira (31). Segundo ele, na época da renúncia, Barbalho foi alvo de reportagens sobre denúncias de desvio de dinheiro.
“Teve como alvo violador do decoro parlamentar um direito constitucional de não se autoincriminar. Se queria que Jader Barbalho admitisse publicamente que cometeu um crime que ele não cometeu. Nessa hipótese, não há como dizer que há atentado à imoralidade pública ou atentado para inferir esses elementos para exercício do caso”, afirmou o advogado do candidato.
Relator do caso, o ministro Arnaldo Versiani votou contra a liberação do registro de Jader e reforçou decisões anteriores do TSE sobre a ficha limpa, segundo as quais a norma vale para casos de renúncia anteriores à vigência da lei. O ministro leu parte da carta de renúncia de Jader Barbalho, em que o parlamentar admitia conhecer as denúncias contra si.
“O quer há é que o legislador atualmente considera essa renúncia como uma causa que atenta contra o princípio da moralidade e da probidade administrativa. Não cabe à Justiça Eleitoral avaliar se o candidato sofreria ou não a perda do mandato. Interessa verificar se houve renuncia desde o oferecimento de denúncia”, afirmou o relator.
Os ministros Marco Aurélio Mello e Marcelo Ribeiro votaram pela liberação do registro ao candidato, argumentando contra o fato de a Lei da Ficha Limpa alcançar casos anteriores à sua vigência.
“Pode uma lei nove anos depois alterar a consequência jurídica daquele ato praticado sem ofender o princípio que veda a retroação da lei? A meu ver, não. É uma retroatividade claríssima. Significa dizer que o recorrido [Jader] não era inelegível nos últimos anos, tanto que se elegeu a deputado federal. Mas, segundo a lei, ele era. Nesse caso não há como dizer que a lei não retroagiu”, afirmou Ribeiro.
sexta-feira, agosto 06, 2010
Categoria bancária discute Isonomia
O vice-presidente do Sindicato e também presidente da AEBA, Sérgio Trindade, como Coordenador da Comissão de Empregados do Banco da Amazônia, participou recentemente, em Brasília, na sede da SENAE, de uma reunião com outras lideranças, a fim de traçar estratégias de luta sobre a conquista da isonomia de tratamento para os trabalhadores mais novos das empresas estatais. Como se sabe, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou no dia 7 do mês passado, o Projeto de Lei 6259/05, o chamado PL da Isonomia, que estende aos novos funcionários dos bancos federais os mesmos direitos dos antigos. O Projeto, que é de autoria do ex-Deputado agora Senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, se passar por mais essas duas, não vai necessariamente ao plenário. Além disso, será encaminhado ainda ao Senado Federal que, aprovando o projeto sem alterações, o enviará para sanção do Presidente da República para que se torne lei. Fonte: AEBA | |
quarta-feira, agosto 04, 2010
Assembleia nesta quinta-feira (5) marca início oficial da Campanha Salarial 2010 no Pará e Amapá
Assembleia nesta quinta-feira (5) marca início oficial da Campanha Salarial 2010 no Pará e Amapá | |||
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| O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá realiza nesta quinta-feira (5), às 19h, na sede da entidade - Rua 28 de Setembro, nº 1210 - Reduto, assembleia geral da categoria para deliberar sobre diversos assuntos referentes a Campanha Nacional 2010 dos Bancários e Bancárias, dentre eles a aprovação da minuta de pré-acordo de negociação e a minuta de reivindicações da categoria bancária 2010 aprovada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários. A presença de todas e todos é fundamental. Compareça à assembléia e vamos juntos construir mais uma campanha forte e vitoriosa para os trabalhadores! EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA II. Discussão e deliberação sobre aprovação ou ratificação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária 2010 aprovada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários; III. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada; IV. Outros assuntos de interesse da categoria profissional. Fonte: SEEB PA/AP | |||
sexta-feira, julho 23, 2010
2ª Conferência Nacional dos Empregados do Banco da Amazônia
Porque essa matéria não está postada no site do Sindicato e nem da AEBA mas da federação. Há algo de estranho no ar?
II Congresso dos Empregados do Banco da Amazônia
Qua, 21 de Julho de 2010 17:08
Sob a coordenação da Comissão Nacional de Empregados do Banco da Amazônia e apoio da AEBA no evento representada por seu presidente, Sérgio Trindade, SEEB PA/AP por sua presidenta, Rosalina Amorim, Contraf-CUT pelo secretário de organização, Miguel Pereira, e Fetec Centro Norte por sua presidenta, Sônia Rocha, foi realizado o II Congresso dos Empregados do Banco da Amazônia no último sábado (17), no Hotel Beira Rio em Belém, para discutir e deliberar sobre as estratégias de organização da Campanha Salarial 2010, saúde e condição de trabalho, emprego e remuneração e o papel do Banco da Amazônia no contexto do sistema financeiro nacional, temas que nortearão a Pauta de reivindicações específicas dos empregados do Banco.
O Congresso contou com a participação de mais de 50 delegados e observadores, representando todos os estados da Amazônia Legal, além de Brasília e São Paulo, exceto o estado de Tocantins. Para Katiuscy Regina Vieira, agência Barra das Garças (MT) “este é um momento único, ímpar para que os empregados do Banco da Amazônia discutam questões muito relevantes principalmente após a reestruturação do Banco no que diz respeito à saúde, plano de cargos e remuneração e condições de trabalho de uma forma geral, aproveitando que este é um ano político, oportuno para tentar reverter a realidade atual do Banco da Amazônia e em particular dos seus empregados que são os principais motivadores por participarmos do Congresso”.
Na abertura do evento foi realizado um debate sobre “DESAFIOS DA CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS EM ANO DE ELEIÇÕES GERAIS” dados sobre a economia nacional e o contexto no qual as instituições bancárias estão inseridas atualmente e em especial os bancos públicos, foram abordados pelo professor de economia da UFPA e aposentado do Banco, Hélio Mairata. Segundo ele o atual modelo de negócios implementado pelo Banco da Amazônia “é equivocado, para um Banco inserido na região amazônica com caráter essencialmente fomentador. O Banco da Amazônia não tem como competir com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.” Para Miguel Pereira “O Congresso é um momento privilegiado para discutir os problemas específicos da pauta dos empregados do Banco da Amazônia, o que traz uma responsabilidade maior ainda para movimento que além de discutir essa pauta tem a responsabilidade de discutir a saúde financeira do Banco, a responsabilidade de olhar também pela gestão.”
Durante o evento todos os temas foram discutidos pelos grupos de trabalho que apresentaram proposições a serem aprovadas em plenária. Sônia Rocha, presidente da FETEC enfatizou que “O Congresso é uma oportunidade para debater, resolver e deliberar sobre o que AEBA, Sindicatos, Crontraf-CUT e FETEC-Centro Norte devem encaminhar nessa campanha salarial para que os empregados do Banco da Amazônia tenham suas condições de vida e trabalho melhoradas e que a instituição volte a incorporar o seu papel de grande fomentadora do desenvolvimento sustentável da região”.
Entre as deliberações do II Congresso destacam-se, que por unanimidade, o plenário aprovou a campanha nacional pela saída do presidente Abidias Junior da presidência do Banco, bem como o aumento de 6,25% para 12,50% do Lucro Líquido na distribuição da Participação nos Lucros ou Resultados - PLR e Participação nos Resultados (PRMS) pelo cumprimento das metas sociais implementadas pela Instituição, cujos os critérios de distribuição deverão ser lineares para todos os empregados do Banco.
O Congresso foi finalizado pelas lideranças dos sindicatos do Maranhão, Acre e Pará/Amapá, além do presidente da AEBA, Sérgio Trindade, que avaliou “questões profundas e mal resolvidas deverão ser defendidas em lutas cada vez mais intensas e inteligentes pautadas em estratégias”. Afirmou que “devemos fortalecer a luta a partir de um processo de construção da unidade da categoria no enfrentamento junto ao Banco destacando os principais pontos de nossas reivindicações nos quais precisamos avançar, e que serão apresentadas nos dias 23, 24 e 25/07/10, durante a Conferência Nacional dos Bancários”. Para Rosalina Amorim, presidente do SEEB-PA/AP, “neste II Congresso iniciamos uma busca que terá continuidade com o Seminário que será realizado em agosto pelo reencontro do papel do Banco da Amazônia na região”.
Confira as resoluções do II Congresso dos Empregados do Banco da Amazônia
Estratégias de Organização da Campanha Salarial 2010
- Fortalecer a Campanha Nacional Unificada e Mesa de Negociação da Pauta Específica
- Assembléias e reuniões por local de Trabalho
- Viabilizar ampla divulgação de nossa campanha por meio de jornais, tv’s, boletins informativos, cartilhas populares, botons.
- Que o Seminário sobre o Banco da Amazônia que queremos, seja uma das atividades da Campanha Salarial 2010.
Saúde e Condições de Trabalho
- Atualização da pauta de reivindicações específicas de acordo com as reivindicações aprovadas na 12ª Conferência Nacional dos Bancários a serem entregues à FENABAN, especialmente nos itens referentes a CIPA´S e SIPAT, Prevenção a doenças e acidentes de trabalho, exames médicos e adicionais de insalubridade e periculosidade.
- Incluir em nossa pauta de reivindicação, itens relacionados ao programa de qualidade de vida, espaço para descanso, Plano de Saúde para aposentados, Comissão paritária para seleção interna e promoções, carência de infra-estrutura básica, Seguro – custeio parcial, movimentação de pessoal, auxílio-medicamento, Plano de Saúde e odontológico e comunicado de retorno ao trabalho, que fazem parte da nossa minuta nacional.
- Avançar no combate ao assédio moral ampliando nossa reivindicação de acordo com a minuta da CONTRAF.
- Que o COMIR assegure ampla defesa ao empregado, não seja apenas punitivo, mas também preventivo e que tenha composição paritária onde os representantes dos empregados sejam eleitos de forma direta.
- Prioridade para a reivindicação de instalação do ponto eletrônico em todas as unidades, estabelecendo um prazo específico ao Banco.
- Que o Banco se responsabilize pelo ressarcimento de 100% da Quota Extra pretendida pela CASF, como praticado nos outros Bancos federais.
- Contratação de novos empregados de acordo com o limite estipulado pelo DEST visando a diminuição da sobrecarga de trabalho, especialmente nas agências.
Emprego e Remuneração
- Atualização das cláusulas da minuta 2008/2009;
- Alteração da cláusula sobre ausências abonadas de tal forma que esta possibilite o acúmulo e conversão em espécie dos 5 dias de abono assiduidade.
- Concessão de crédito com juros diferenciados para financiamento de imóveis e veículos, inclusive para os créditos pessoais;
- Distribuição da PLR de forma linear.
O Papel do Banco da Amazônia no Contexto do Sistema Financeiro Nacional
Defender a missão desenvolvimentista do Banco a fim de acelerar a redução da pobreza e a desconcentração da renda a nível intra-regional em sua área de atuação.
RESOLUÇÃO POLÍTICA:
LINHAS DE AÇÃO
- Aumentar a capilaridade abrindo agencias e postos de serviço nas áreas de menor desenvolvimento e até mesmo instituir a categoria de agentes de desenvolvimento volantes;
- Enfocar principalmente metas de crédito de fomento:
- Avançar de fato no apoio aos Arranjos Produtivos Locais;
- Expandir o microcrédito e o crédito solidário;
- Atuar como prestador de serviços empresariais na identificação e formação de empreendedores;
- Agilizar o sistema operacional de deferimento do crédito de fomento;
- Exigir que o Banco garanta a melhoria da qualidade de vida dos seus empregados através da resolução de: PCCS; CAPAF; CASF; Plano odontológico; Participação nos Lucrose Resultados.
Propostas adicionais:
- Que a distribuição da PLR seja feita também considerando o atingimento das metas sociais de Banco de desenvolvimento, como ocorre com a CEF;
- Ampliar a PLR dos atuais 6,25% para 12,50;
- Encampar luta pela regulamentação do SFN incorporando a criação der mecanismos de retenção da poupança regional como preceitua o Art. 192 da CF;
- Participação de representante eleito pelos empregados no Conselho de Administração do Banco.
Finalmente:
- Responsabilizar a Direção Superior do Banco e seu controlador majoritário, a União, pela insuficiência na execução da política de desenvolvimento regional, expressa na ultima colocação do Norte no ranking de redução da pobreza e da desigualdade.
OUTRAS DELIBERAÇÕES DO II CONGRESSO
CASF
1. Contratação de funcionários e estagiários em outros estados com abertura de escritórios e/ou implantação do programa “Agente CASF”;
2. Que haja mais credenciamento de profissionais da saúde;
3. Manutenção e revitalização do ambulatório de Manaus (AM), de acordo com os estudos pré-existentes.
Moções
1. Luta e campanha pela aprovação do Projeto de Lei 6259/05, o chamado PL da isonomia, que estende aos novos funcionários dos bancos federais os mesmos direitos dos antigos;
2. Que os sindicatos encaminhem solicitação ao Ministério Público para que este abra uma investigação sobre os contratos de tecnologia do Banco;
3. Criação de um movimento nacional com apoio da AEBA, CONTRAF, FETEC e Sindicatos com agências do Banco da Amazônia em sua base, pela saída do presidente do Banco Abidias Junior.
Fonte: AEBA
segunda-feira, julho 19, 2010
Assembléia para escolha de delegados para o 2° Congresso do Banco da Amazônia
Vejam o video e tirem as suas conclusões.
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