terça-feira, junho 12, 2007

Nono ENEB

Tudo pronto para a realização do 9º Encontro Nacional dos Empregados do Banco da Amazônia, de 13 a 15 de junho, no auditório Rio Amazonas, do Banco. “Valorizar a Amazônia é Valorizar quem nela Trabalha” é o tema escolhido deste ano e debaterá, entre muitos assuntos, a importância do nosso maior patrimônio natural do mundo: a Amazônia. O respeito com a natureza, a preservação da vida e a valorização de quem aqui permanece fez com que a AEBA escolhesse a temática que, merece uma reflexão que hoje é coletiva: a grande preocupação com as questões ambiental e social, que ameaçam seriamente as riquezas humanas e culturais, não apenas para a população brasileira, mas para a humanidade.

sábado, junho 02, 2007

FSM 2009: Próximo Fórum Social Mundial, em 2009, será em Belém do Pará


Reunidos na Alemanha desde o dia 29, os membros do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial decidiram, nesta quinta, que a próxima edição do evento acontecerá em Belém. Cidade bateu candidatos como Indonésia e Coréia do Sul.

SÃO PAULO – Com a decisão, tomada no último encontro do Fórum Social Mundial, de que 2008 não terá um evento unificado do FSM, como aconteceu no início de todos os anos desde 2001, a grande expectativa entre os movimentos e ativistas altermundistas era o destino do Fórum em 2009, quando novamente ocorre um encontro mundial.

Reunido em Berlim desde o dia 29, o Conselho Internacional do FSM, a sua instância máxima de decisão, acabou por apoiar nesta quinta (31) a proposta apresentada por várias organizações brasileiras de, nestes tempos de debate sobre aquecimento global e sustentabilidade planetária, levar o evento para o coração da Amazônia. Apesar de ter se candidatado bem depois de outras virtuais sedes, como a tradicional Porto Alegre, Curitiba ou Salvador, Belém deve ser o destino do outro mundo possível em 2009, batendo também candidatos como Coréia do Sul, África e Indonésia, entre outros.

A informação da escolha de Belém chegou à Amazônia na tarde desta quinta através de um e-mail do secretario geral do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Adilson Vieira. “Companheiros e Companheiras, acabou agorinha a reunião do CI do FSM. Havia muitas candidaturas fortes: África, Coréia do Sul, Amazônia, etc… Foi uma boa discussão. (…) Mas enfim, a Amazônia vai sediar a edição 2009 do FSM. Creio que para nós será uma grande oportunidade de colocar as nossas lutas do dia a dia numa agenda internacional, ganhado assim mais força”. Segundo Vieira, a próxima reunião do CI acontecerá já em Belém, ainda sem data definida.

Procurada pela Carta Maior, a governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), se disse emocionada e muito feliz com a escolha. “O Pará vai receber de braços abertos e com muita alegria os participantes do Fórum Social Mundial”, afirmou. Segundo ela, será uma oportunidade para que os ativistas de todo mundo “conheçam um novo modelo de desenvolvimento que valoriza a exploração dos recursos naturais sem destruição do meio ambiente e com justiça social”.

Leia a seguir a carta enviada ao CI sobre a candidatura da Amazônia:

Ao Conselho Internacional do FSM.

Nós, movimentos sociais e Organizações Não Governamentais da Amazônia, vimos solicitar a este Conselho a apreciação da candidatura da região amazônica para sediar a edição do FSM no ano de 2009.

A pertinência da candidatura está expressa em vários aspectos, sejam eles políticos, culturais e ambientais, mas também no apelo global que a temática das mudanças climáticas vem ganhando após o relatório do IPCC das Nações Unidas. A Amazônia é a última fronteira florestal do planeta com as maiores reservas de biodiversidade e água doce, além de abrigar enorme sociodiversidade, representada nas suas populações tradicionais e povos indígenas. As ameaças que pairam sobre esse patrimônio da humanidade não se restringem apenas às mudanças do clima, mas são aceleradas pelas atuais políticas de desenvolvimento que apontam para a ampliação de atividades predatórias como as monoculturas agrícola e pecuária, exploração de commodities minerais e instalação de infra-estrutura que viabilizam esse processo predatório, com pouquíssimas externalidades positivas para o conjunto da sociedade amazônica. Neste contexto, a realização do Fórum Social Mundial, na Amazônia, tem grande representação simbólica e vem somar esforços ao prestar visibilidade para a temática da conservação dos recursos naturais e o respeito à pluralidade de modos de vida que vem sendo ameaçados pelo avanço do processo de globalização neoliberal nessa região estratégica para o planeta.

É também relevante o apoio que o movimento social da região tem dado a proposta de realização do Fórum Social Mundial na Amazônia, pois isso fortaleceria as lutas contra o desmatamento, em favor da redução da pobreza e da manutenção de nossa diversidade socioambiental. Entidades de base e ONG's, da região e de atuação nacional, vem se manifestando a favor dessa iniciativa, tecendo uma teia de apoio que legitima o processo, antes de tudo, perante a própria sociedade civil organizada, criando um cenário positivo para o sucesso dessa empreitada em terras Amazônicas, que estão sempre esquecidas por seus países e que coloca em risco de extinção centenas de culturas que vivem isoladas e distante das ações de seus governos. A realização do FSM na Amazônia daria voz e visibilidade a milhares de grupos étnicos que são ameaçados com a invasão de seus territórios e o descaso do poder publico, que vê com naturalidade o extermínio de grupos como os do Vale do Javari, fronteira Amazônica de Peru, Colômbia e Brasil.

A região possui ótimos antecedentes em sediar grandes eventos internacionais do movimento social, que desde 2002, vem realizando edições do Fórum Social Pan Amazônico, com ampla participação dos movimentos sociais dos 9 países amazônicos e se consolidou na agenda internacional como um espaço de lutas que passam por todo o continente Americano.

A região possui centros urbanos com condições de sediar o FSM, e nesse sentido, apresentamos a cidade de Belém, segundo maior centro urbano da Amazônia com 1.500.000 habitantes. A cidade de Belém, apresenta condições ideais para sediar a edição do Fórum Social Mundial em 2009. Cidade histórica, de tradição revolucionária, Belém foi palco entre 1835 a 1840 da maior revolta popular da história da Amazônia - a revolta dos Cabanos - única na região a realmente derrubar um governo local. Com localização geográfica estratégica, se acha privilegiada, por estar situada na foz do rio Amazonas e no extremo norte da malha rodoviária do país, além de possuir aeroporto internacional, o que facilita o deslocamento de pessoas, do Brasil e do exterior para a cidade.

Enfim, gostaríamos que essa candidatura fosse considerada não como uma candidatura do Brasil, mas como a candidatura de uma região que possui nove paises, milhares de povos indígenas com centenas de línguas e uma diversidade socioambiental das mais ricas do planeta. Possui também grandes contrastes sociais e hoje é vista como região estratégica para as grandes transnacionais e corporações que exploram nosso povo e nossa riqueza.

Se um outro mundo é possível, a região Amazônica reúne todas as condições para a construção desse novo mundo!

Vamos amazonizar o mundo! Fórum Social Mundial na Amazônia - Belém 2009


GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
Conselho Nacional dos Seringueiros
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos
Associação Brasileira de ONGs - ABONG
Fórum da Amazônia Oriental
STTR/Santarém.
Fórum Matogrossense de meio Ambiente e Desenvolvimento
Projeto saúde e Alegria
Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Amazônico
Fundação vitória Amazônica
Associação etnoambiental Kanindé
Agonautas Ambientalistas da Amazônia
FASE
Instituto Paulo Freire



Fotos: Verena Glass / Arquivo Carta Maior

sexta-feira, junho 01, 2007

Reunião aberta discute amanhã as formas de mobilização contra o pacote do BB

O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá realiza amanhã (31/05), às 19h, reunião aberta com os trabalhadores do Banco do Brasil para debater o calendário de luta contra o pacote de reestruturação do Banco. Diante da gravidade do problema, a reunião que seria com os delegados sindicais foi ampliada para que todos possam participar e fortalecer a mobilização. A reunião será na sede do Sindicato, na rua 28 de Setembro, 1210, próximo à Doca.

Na reunião realizada na quinta-feira passada (24/05), o vice-presidente da Contraf-CUT e empregado do BB, Milton Rezende, informou aos delegados sindicais e demais trabalhadores presentes como foi a audiência pública realizada na Câmara Federal no dia anterior (23/05). Diante dos deputados, a direção do BB manteve a postura intransigente de não mexer no pacote, considerado como “irreversível”.

A reação dos trabalhadores deve ser a mobilização. Por isso, foi realizado o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, no sábado (26/05) , quando foram discutidas e definidas formas de enfrentamento. Os representantes do Pará no Encontro foram: Antônia Lopes (Gerel), Gilmar (agência Ananindeua) e Rosalina (empresarial).

Foi aprovado calendário de mobilização no Encontro que será discutido na reunião de amanhã, quando serão definidas as estratégias de ação. “Na reunião anterior ficou decidido que vamos envolver toda a sociedade na discussão, pois a reestruturação traz prejuízos a todos. Como vamos agir para chamar a sociedade para o debate sobre o papel do BB como banco púbico será um dos pontos da pauta da reunião de amanhã. Por isso, quanto maior a participação dos trabalhadores do Banco, melhor”, enfatiza Fábio Gian, diretor do Seeb-PA/AP e empregado do BB, convidando bancários e bancárias do Banco para a reunião. Participe.

Fonte: Seeb-PA/AP