Mesmo com provas documentais e com a confissão do próprio acusado, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado decidiu nesta terça-feira (21) arquivar o processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que admitiu ter usado caixa 2 na sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.
O arquivamento atendeu a sugestão do presidente do Conselho, senador João Alberto (PMDB-MA).
Ele alegou que a decisão foi tomada com base no estatuto do Conselho, que condiciona as apurações ao fato de o acusado estar exercendo mandato parlamentar, o que não era o caso de Azeredo, naquele ano.
"Pedi que fosse arquivado, porque o estatuto define que só teremos de apurar as coisas durante o mandato, e na época Eduardo Azeredo estava lutando pela reeleição", afirmou.
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