A 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro retomou os trabalhos na manhã deste sábado, dia 29, com um painel sobre conjuntura. O evento ocorre no Anhembi, em São Paulo, e reúne até a manhã deste domingo, dia 30, mais de 800 delegados e delegadas, dentre eles 29 de Porto Alegre, para definir a pauta de reivindicações e a estratégia de negociação e mobilização da Campanha Nacional dos Bancários 2006
A abertura do painel contou com a participação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Ele destacou a importância histórica dos bancários na luta dos trabalhadores brasileiros. O parlamentar também ressaltou o papel dos bancos públicos no incentivo ao desenvolvimento do Brasil e na distribuição de renda e garantiu que, se for eleito governador, não irá privatizar a Nossa Caixa, cujo processo de venda foi iniciado pelo ex-governador Geraldo Alckmin.
Emir Sader
O sociólogo Emir Sader fez uma análise da conjuntura política e econômica no Brasil e no mundo. Segundo ele, ainda existe uma hegemonia norte-americana, há esgotamento do modelo neoliberal, mas o campo socialista ainda não acumulou forças para uma ruptura. “O capital financeiro é hegemonia no capitalismo mundial”, salientou.
Em relação ao Brasil, Sader disse que “vivemos uma luta de classes, o Estado é um espaço de disputa, e o neoliberalismo fragmentou os trabalhadores”. Ele elogiou a política externa do governo Lula e as políticas sociais, mas criticou a política econômica. O sociólogo defendeu o combate à financeirização da economia e à precarização do trabalho. Ele propôs a expansão do mercado interno, a ampliação do emprego formal e a distribuição de renda. “O resgate do serviço público é obrigação de um governo de esquerda”, acrescentou.
Sader ressaltou a importância da democratização dos meios de comunicação. “O Brasil nunca será uma democracia com seis ou sete famílias mandando na mídia”, denunciou. Ele abriu o voto para Lula e disse que os ataques que o PT vêm sofrendo mostram que o governo não agrada à direita. “Os pobres estão com o Lula ao contrário do PSDB, que ficou oito anos no governo federal e é rejeitado por eles”, disse.
O professor pediu a união das esquerdas brasileiras num segundo mandato de Lula e exortou os sindicalistas a lutarem muito em defesa dos trabalhadores. “Um governo de esquerda deve lutar pela justiça social”, enfatizou.
Presidente da CUT
O novo presidente nacional da CUT, Artur Henrique, elogiou a organização da Contraf-CUT, dizendo que isso mostra que os bancários estão no caminho certo, ao buscar a representação dos trabalhadores do ramo financeiro. Ele defendeu a unificação da campanha salarial com outras categorias em luta no segundo semestre, como petroleiros, químicos e correios. O sindicalista declarou que a unidade dos trabalhadores é fundamental para pressionar o governo e reforçou o slogan da 8ª Conferência Nacional: “unidos conquistamos mais”.
Artur chamou a atenção de que “a eleição presidencial será uma disputa de classe e está em jogo o retrocesso, que seria a volta daqueles que não conseguiram privatizaram tudo e que flexibilizaram direitos da classe trabalhadora”. Artur defendeu “o avanço no processo de mudanças no Brasil, com a plataforma democrática dos trabalhadores, aprovada no último congresso da CUT”.
O presidente da CUT também destacou o papel negociador das centrais sindicais, as marchas pela valorização permanente do salário mínimo, o debate acerca da destinação do orçamento público, a ampliação dos espaços de democracia, a mudança na estrutura sindical, as redes internacionais de trabalhadores, a luta pela democratização dos meios de comunicação e pela ampliação do Conselho Monetário Nacional para discutir metas de emprego e crescimento econômico.
Após as exposições, cerca de 25 delegados e delegadas fizeram manifestações sobre a conjuntura, quase todas apontando para a necessidade de evitar o retrocesso e aprofundar as mudanças no país.
A abertura do painel contou com a participação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Ele destacou a importância histórica dos bancários na luta dos trabalhadores brasileiros. O parlamentar também ressaltou o papel dos bancos públicos no incentivo ao desenvolvimento do Brasil e na distribuição de renda e garantiu que, se for eleito governador, não irá privatizar a Nossa Caixa, cujo processo de venda foi iniciado pelo ex-governador Geraldo Alckmin.
Emir Sader
O sociólogo Emir Sader fez uma análise da conjuntura política e econômica no Brasil e no mundo. Segundo ele, ainda existe uma hegemonia norte-americana, há esgotamento do modelo neoliberal, mas o campo socialista ainda não acumulou forças para uma ruptura. “O capital financeiro é hegemonia no capitalismo mundial”, salientou.
Em relação ao Brasil, Sader disse que “vivemos uma luta de classes, o Estado é um espaço de disputa, e o neoliberalismo fragmentou os trabalhadores”. Ele elogiou a política externa do governo Lula e as políticas sociais, mas criticou a política econômica. O sociólogo defendeu o combate à financeirização da economia e à precarização do trabalho. Ele propôs a expansão do mercado interno, a ampliação do emprego formal e a distribuição de renda. “O resgate do serviço público é obrigação de um governo de esquerda”, acrescentou.
Sader ressaltou a importância da democratização dos meios de comunicação. “O Brasil nunca será uma democracia com seis ou sete famílias mandando na mídia”, denunciou. Ele abriu o voto para Lula e disse que os ataques que o PT vêm sofrendo mostram que o governo não agrada à direita. “Os pobres estão com o Lula ao contrário do PSDB, que ficou oito anos no governo federal e é rejeitado por eles”, disse.
O professor pediu a união das esquerdas brasileiras num segundo mandato de Lula e exortou os sindicalistas a lutarem muito em defesa dos trabalhadores. “Um governo de esquerda deve lutar pela justiça social”, enfatizou.
Presidente da CUT
O novo presidente nacional da CUT, Artur Henrique, elogiou a organização da Contraf-CUT, dizendo que isso mostra que os bancários estão no caminho certo, ao buscar a representação dos trabalhadores do ramo financeiro. Ele defendeu a unificação da campanha salarial com outras categorias em luta no segundo semestre, como petroleiros, químicos e correios. O sindicalista declarou que a unidade dos trabalhadores é fundamental para pressionar o governo e reforçou o slogan da 8ª Conferência Nacional: “unidos conquistamos mais”.
Artur chamou a atenção de que “a eleição presidencial será uma disputa de classe e está em jogo o retrocesso, que seria a volta daqueles que não conseguiram privatizaram tudo e que flexibilizaram direitos da classe trabalhadora”. Artur defendeu “o avanço no processo de mudanças no Brasil, com a plataforma democrática dos trabalhadores, aprovada no último congresso da CUT”.
O presidente da CUT também destacou o papel negociador das centrais sindicais, as marchas pela valorização permanente do salário mínimo, o debate acerca da destinação do orçamento público, a ampliação dos espaços de democracia, a mudança na estrutura sindical, as redes internacionais de trabalhadores, a luta pela democratização dos meios de comunicação e pela ampliação do Conselho Monetário Nacional para discutir metas de emprego e crescimento econômico.
Após as exposições, cerca de 25 delegados e delegadas fizeram manifestações sobre a conjuntura, quase todas apontando para a necessidade de evitar o retrocesso e aprofundar as mudanças no país.
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