segunda-feira, julho 31, 2006

8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - Deliberações

Lutas e negociações unificadas nos bancos públicos e privados, com cada um cumprindo o seu papel, vão nortear neste ano a campanha nacional unificada dos trabalhadores do ramo financeiro, a primeira com este perfil desde a criação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT). Foi para trilhar este caminho que os delegados e as delegadas da 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, encerrada neste domingo (dia 30 de julho), em São Paulo, ratificaram a estratégia de campanha nacional unificada, com mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mesas concomitantes para discutir as questões específicas, sobretudo na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil, no Banco do Nordeste (BNB) e no Banco da Amazônia (Basa).
O evento contou com a participação de 811 bancários de todo o país.O calendário de mobilização será definido pelo Comando Nacional dos Bancários, composto de 21 membros (um representante da Contraf/CUT, um representante de cada uma das federações e um representante dos 10 maiores sindicatos do país). Para tanto será levado em consideração as mesas de negociações gerais e específicas. A campanha nacional dos trabalhadores do ramo financeiro tem como mote a união e a conquista, sintetizada no slogan "Unidos, conquistamos mais". Na edição deste ano de sua campanha nacional, os trabalhadores do ramo financeiro vão reivindicar índice de reajuste de 7,05% de aumento real, mais a inflação do período de 1º de setembro de 2005 a 31 de agosto de 2006. Foram aprovados ainda, além de aumento real nos salários, uma PLR melhor (um salário com um valor fixo e mais 5% do lucro líquido linear o fim do assédio moral, o fim das metas abusivas, a isonomia para todos os trabalhadores e trabalhadoras, melhores condições de saúde e de segurança e igualdade de oportunidades e de gênero. Foi aprovada ainda cláusula sobre remuneração complementar, exatamente como previsto na minuta de reivindicações do ano passado. Os banqueiros e as direções dos bancos públicos serão pressionados para que efetivem a contratação de todos os bancários em todos os temas, inclusive para o item da remuneração. A meta é o contrato único para todos os trabalhadores do ramo financeiro.
Um recado também foi dado: a campanha nacional dos bancários não aceitará nenhum tipo de punição ou perseguição, seja transferências, descomissionamentos ou descontos dos dias parados em virtude de mobilizações ou greves. No que se refere aos pisos salariais, a campanha nacional dos bancários vai reivindicar reajustes da seguinte forma: piso da categoria (valor estipulado pelo Dieese - R$ 1.500,00), gratificação de caixa (R$ 500,00), cesta-alimentação (R$ 300,00), auxílio-creche/babá (R$ 350,00), 13ª cesta-alimentação e 14º salário. Também foi aprovada o respeito à jornada de seis horas. Ficam mantidos os demais itens da pauta de reivindicações do ano passado.Na busca por melhores condições de trabalho, a saúde será uma das questões centrais da campanha nacional dos trabalhadores do ramo financeiro. As prioridades são o combate ao assédio moral, a isonomia entre os trabalhadores novos e antigos, a segurança bancária e um programa de prevenção e reabilitação ocupacional. Duas campanhas estão previstas: uma de denúncia contra as metas abusivas e a outra contra o assédio moral, com Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral e Dia Nacional de Luta pela Preservação da Vida. Foi aprovado ainda manifesto contra as altas programadas do INSS.
Em seguida foi dado aval a algumas moções de apoio e de repúdio, entre elas destaca-se a que se refere aos recentes ataques de Valmir Camillo, presidente da Anabb, à administração do FGTS pela Caixa.
Fonte: Blog do Marlon George

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