sexta-feira, junho 30, 2006

Assembléia no dia 03/07 para debater o PCS do Banco da Amazônia

Convidamos a todos a participarem no dia 03/07, às 18 horas, a assembléia que vai debater sobre o PCS do Banco da Amazônia.

O Banco no final de maio convidou as entidades para discutirem sobre a construção do grupo de modelagem que estaria elaborando a proposta de um novo PCS. Todavia, a instituição já havia escolhido parte dos integrantes desse grupo no total de 30 sobrando somente 5 vagas as entidades.

Outro detalhe a ser ressaltado foi a intransigência na mesa por parte do Banco de:

  • Não aceitar a comissão paritária alegando que não dá certo;
  • Não aceitar a elevação da quantidades de membros das entidades e nem a redução dos indicados pelo Banco;
  • Não aceitar dirigentes sindicais;
Como já foi informado anteriormente a consultoria contratada é a mesma que elaborou o PCR do Banco do Nordeste que até hoje não foi implementado devido a discordância da maioria dos trabalhadores inclusive da AFBNB.

A intenção do Banco já explanada pelo consultor senhor Luís Melo é a de implantar no banco a gestão por competência que é um conceito dos mais modernos da administração moderna.

Atualmente, a título de gestão da própria carreira, as empresas têm imposto uma lógica individualista. Sob o argumento de que a carreira é do empregado e não da empresa, têm-se imposto ao empregado a obrigatoriedade de assumir os riscos do negócio, deixando de lado uma lógica coletiva onde a empresa assumia riscos maiores (próprias da gestão do capital) e seus funcionários tinham seus proventos pagos de forma fixa. A flexibilização do salário do empregado a título de renda variável tem sido a principal arma dessa batalha.

Uma experiência clara dessa situação foi no Banco do Brasil através do seu PCS em 1998 quando o banco reduziu a valorização do tempo de serviço e implementou uma remuneração baseada no cargo e não mais no tempo dedicado à empresa. Incluindo conceitos de empregabilidade, tentava fazer com que os funcionários deixassem de ter o apego que tinham com o BB e colocavam a rotatividade de funcionários incentivada por conta dos baixos salários como uma prática salutar.

Essa lógica levou o Banco do Brasil a níveis de estresse e de doenças laborais jamais vistos no Banco. Atualmente as metas são impostas somente sob o aspecto do cumprimento e da promoção que pode dar a alguns iluminados de alto escalão.

Com essas informações e outras que serão repassadas no dia da assembléia esperamos conjuntamente com os trabalhadores tomar uma deliberação que seja a mais razóavel para todos sobre a participação ou não nesse grupo.

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