quinta-feira, setembro 29, 2011

Bancários ameaçam paralisar sistema

RADICALIZAÇÃO
Sem negociações, categoria poderá reduzir serviços que ainda são executados
Calmaria nas agências e protestos feitos por funcionários marcaram o segundo dia da greve dos bancários no Pará. O movimento nacional permanece sem respostas dos banqueiros e, por conta disso, a categoria afirma que a paralisação - que já é por tempo indeterminado - pode ganhar proporções ainda maiores. Nem mesmo os bancos estaduais esboçaram qualquer negociação com os trabalhadores, alegando que é preciso aguardar o comando da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Com a falta de diálogo entre os bancários e a patronal, a categoria ameaça reduzir o contingente de funcionários que hoje atuam nos chamados serviços de retaguarda, realizando atividades essenciais, como é o caso da compensação de cheques. De acordo com informações da diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará (Seeb-PA), até ontem, não havia nenhum agendamento com a Fenaban para retomar as negociações.
A diretora de Delegacias Sindicais do Seeb-PA, Odinea Gonçalves afirmou que os funcionários do Banpará aguardam um posicionamento da diretoria do banco. "Tivemos uma reunião na última segunda-feira, porém, o resultado foi frustrante. As propostas não atendem minimamente aos anseios da categoria", dispara. Gonçalves acrescenta que os serviços como caixa eletrônico, central de atendimento via 0800 e compensação de cheques, por enquanto, não serão suspensos. "Vamos aguardar até a próxima sexta-feira. Se não houver qualquer aceno por parte da patronal, vamos parar todo o sistema", avisa, enfatizando que todas as agências da capital, além de outras 15 fora da Região Metropolitana de Belém, estão com as atividades paralisadas.
A manifestação no Banco da Amazônia não foi diferente. Na sede da instituição, localizada na Avenida Presidente Vargas, dezenas de funcionários, de braços cruzados, conduziam uma enorme faixa, bloqueando a entrada de empregados e clientes. Os usuários dos serviços bancários, para se aproximar dos caixas eletrônico, precisavam passar por debaixo da faixa de protesto. Alguns, inclusive, eram indagados de qual serviço estavam buscando. Muitos se queixavam da greve e das indagações. "Eu não tenho que dizer aonde vou, e tampouco o que vou fazer. Onde já se viu, eu ter que dar satisfação dos meus passos", disse enfurecido um rapaz, ao ser bloqueado na porta da agência matriz do Banco da Amazônia. De acordo com o presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba), Silvio Kanner, o comando da paralisação vem tentando controlar o número de funcionários que estão trabalhando. 

Fonte: O Liberal

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