As coligações “Belém
nas mãos do Povo” (PSol, PSTU, PCdoB), do candidato a prefeito de Belém
Edmilson Rodrigues, e “Juntos para Fazer Melhor” (PMDB, PSC e PHS), de
José Priante, entraram com ações contra a pesquisa
realizada pelo Vox Populi, publicada no último domingo. A pesquisa
mostraria um crescimento do candidato Zenaldo Coutinho – da coligação
“União em defesa de Belém ( PSDB, PRP, PMN, PTdoB, PSB, PSDC, PTC, PSD)
acima das margens de outras pesquisas.
Na última terça-feira, a
assessoria jurídica do PMDB entrou com uma ação junto ao Ministério
Público Federal (MPF) contra o Vox Populi para pedir que o órgão
investigue todo o material coletado pelo instituto para as pesquisas da
corrida eleitoral
rumo à Prefeitura de Belém. Além do PMDB, os advogados do PSol também
pediram, no último domingo (30), junto à juíza da 76ª Zona Eleitoral,
Vitória do Carmo, que o instituto deposite em juízo todo o material e os
dados que serviram de base da coleta para a pesquisa. Na segunda, a
juíza deu prazo de 48 horas para que o instituto enviasse as informações
à 76ª Zona Eleitoral. Até o final da tarde de ontem o Vox Populi não
havia entregue os documentos solicitados.
A pesquisa apontou empate técnico na
margem de erros, entre Edmilson e Zenaldo, com 27% e 25%,
respectivamente. Já Priante teria 10%. A margem de erro é de 3,5% para
mais ou para menos. A pesquisa foi feita pelo instituto entre 25 e 26 de
setembro e registrada no TRE-PA sob o número PA-00201/2012.
As coligações questionam a disparidade
dos dados comparados com outras pesquisas. Para se ter uma ideia, a
pesquisa do Ipespe, publicada pelo DIÁRIO no dia 22 mostrou que
candidato do PSol com 41% das intenções de voto, enquanto Zenaldo e
Priante aparecem empatados com 12%. “A gente aguarda o envio deste
material para encaminharmos a outros técnicos que possam avaliar os
números e dizer se houve ou não um mau uso dos dados na hora de se
estabelecer o resultado”, disse a advogada de Edmilson, Ângela Salles.
“Vale ressaltar que não entramos com um processo contra o instituto,
apenas pedimos em juízo os dados coletados. Todos os partidos têm
direito a isso”, colocou Salles.
Dentre o material que deve ser
repassado, estão os questionários utilizados com os eleitores ouvidos,
informações de percentuais de entrevista por idade, sexo e classe
social. O total de bairros por onde a pesquisa passou e quantas pessoas
de cada bairro participaram também serão avaliados, além do modelo do
questionário aplicado.
Já o advogado do PMDB, Carlos
Botelho, pediu ao MPF a abertura de um inquérito para apurar as
pesquisas feitas pelo instituto. O documento foi protocolado na última
terça-feira, 2, junto ao órgão e até a tarde de ontem ainda não havia
sido repassado a nenhum dos procuradores eleitorais. “A gente espera que
o material coletado seja submetido a uma perícia. Em seguida sejam
analisados por outros técnicos para verificar se os resultados procedem
ou não”, colocou Botelho. Caso seja comprovada alguma manipulação dos
resultados, o advogado informa que irá mover uma ação judicial contra a empresa.
(Diário do Pará)
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