quinta-feira, outubro 04, 2012

Partidos questionam pesquisa do Vox Populi

As coligações “Belém  nas mãos do Povo” (PSol, PSTU, PCdoB), do candidato a prefeito de Belém Edmilson Rodrigues, e “Juntos para Fazer Melhor” (PMDB, PSC e PHS), de José Priante, entraram com ações contra a pesquisa realizada pelo Vox Populi, publicada no último domingo. A pesquisa mostraria um crescimento do candidato Zenaldo Coutinho – da coligação “União em defesa de Belém ( PSDB, PRP, PMN, PTdoB, PSB, PSDC, PTC, PSD) acima das margens de outras pesquisas.
Na última terça-feira, a assessoria jurídica do PMDB entrou com uma ação junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra o Vox Populi para pedir que o órgão investigue todo o material coletado pelo instituto para as pesquisas da corrida eleitoral rumo à Prefeitura de Belém. Além do PMDB, os advogados do PSol também pediram, no último domingo (30), junto à juíza da 76ª Zona Eleitoral, Vitória do Carmo, que o instituto deposite em juízo todo o material e os dados que serviram de base da coleta para a pesquisa. Na segunda, a juíza deu prazo de 48 horas para que o instituto enviasse as informações à 76ª Zona Eleitoral. Até o final da tarde de ontem o Vox Populi não havia entregue os documentos solicitados.
A pesquisa apontou empate técnico na margem de erros, entre Edmilson e Zenaldo, com 27% e 25%, respectivamente. Já Priante teria 10%. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos. A pesquisa foi feita pelo instituto entre 25 e 26 de setembro e registrada no TRE-PA sob o número PA-00201/2012.
As coligações questionam a disparidade dos dados comparados com outras pesquisas. Para se ter uma ideia, a pesquisa do Ipespe, publicada pelo DIÁRIO no dia 22 mostrou que candidato do PSol com 41% das intenções de voto, enquanto Zenaldo e Priante aparecem empatados com 12%. “A gente aguarda o envio deste material para encaminharmos a outros técnicos que possam avaliar os números e dizer se houve ou não um mau uso dos dados na hora de se estabelecer o resultado”, disse a advogada de Edmilson, Ângela Salles. “Vale ressaltar que não entramos com um processo contra o instituto, apenas pedimos em juízo os dados coletados. Todos os partidos têm direito a isso”, colocou Salles.
Dentre o material que deve ser repassado, estão os questionários utilizados com os eleitores ouvidos, informações de percentuais de entrevista por idade, sexo e classe social. O total de bairros por onde a pesquisa passou e quantas pessoas de cada bairro participaram também serão avaliados, além do modelo do questionário aplicado.
Já o advogado do PMDB, Carlos Botelho, pediu ao MPF a abertura de um inquérito para apurar as pesquisas feitas pelo instituto. O documento foi protocolado na última terça-feira, 2, junto ao órgão e até a tarde de ontem ainda não havia sido repassado a nenhum dos procuradores eleitorais. “A gente espera que o material coletado seja submetido a uma perícia. Em seguida sejam analisados por outros técnicos para verificar se os resultados procedem ou não”, colocou Botelho. Caso seja comprovada alguma manipulação dos resultados, o advogado informa que irá mover uma ação judicial contra a empresa.
(Diário do Pará)

Nenhum comentário:

Postar um comentário