Por aumento de salário, reposiçao das perdas, isonomia, piso do Dieese, estabilidade no emprego e por planos de saúde, previdência e de carreira que contemplem os trabalhadores!
Mais uma vez, nossa campanha salarial começa com o governo e os banqueiros desrespeitando os bancários, e oferecendo uma proposta ridícula. Mesmo no meio da crise econômica mundial, os maiores bancos seguem lucrando mais de um bilhão de reais por mês no Brasil. Enquanto isso, a crise é paga pelos trabalhadores.
Apesar dos lucros imensos, que seguem aumentando neste ano, os bancos demitirammilhares de bancários no 1º semestre. Da mesma forma, multinacionais como a GM, que receberam bilhões em isenções fiscais, também demitem. Isso significa que somos nós que pagamos a distribuiçao de recursos que Dilma faz, usando os impostos de quem trabalha para garantir o lucro de quem explora e demite.
É contra esta realidade, de quererem outra vez que nós paguemos o pato, que os bancários terão que lutar! E esta luta nao será fácil, como ficou demonstrado na greve feita pelos servidores públicos federais, que chegaram a mais de 100 dias em algumas categorías, e alguns ainda estão paralisados, e resultou em um reajuste lamentável que durará por 4 anos.
Mas este cenário não deve nos intimidar. Tanto os bancos privados como os públicos estão nadando em dinheiro, mantendo ou aumentando seus lucros estratosféricos, apesar de suas provisões para a inadimplência terem sido aumentadas de forma absurda e irreal, tentando maquiar para baixo o valor do lucro deste ano. Os bancários sabem que seu trabalho aumentou muito neste último ano. O resultado foi o crescimento das doenças, do assédio moral e da exploraçao dos funcionarios, o que explica os enormes lucros.
Por isso, a resposta aos 6% é greve! E esta greve só pode ser encerrada com a obtençao de conquistas em todas as esferas reivindicadas! Queremos aumento salarial, que caminhe no sentido de repor nossas perdas históricas; piso do Diesse já, isonomia e estabilidade no emprego.
Não se pode encerrar a greve sem avanços nestes pontos! E a Contraf/CUT e a Contec,ambas governistas e que há anos vêm traindo nossas lutas, precisam saber que este ano não permitiremos acordos rebaixados impostos goela abaixo! Ou se arranca a isonomia e conquistas de verdade, ou a greve deve seguir. Se Dilma e os banqueiros querem conflito, e ganhar fortunas às nossas custas, é conflito o que terão!
Venha ser parte de uma alternativa independente! Construa, participe e ajude a Frente Nacional de Oposiçao Bancária (FNOB) a ser uma opção de base contra o sindicalismo pelego e governista.
A FNOB surgiu há pouco mais de um ano, mas já cresceu muito. Os sindicatos do RN e do MA fazem parte dela, além da Associaçao Nacional dos Beneficiários do Reg/Replan da CEF (ANBERR) e da Associaçao dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) e de oposições sindicais em SP, DF, RS, PE, BA, PI, entre outros. E a Frente surgiu e cresce para organizar os bancários de forma autónoma e pela base, de forma democrática e combativa.
Repudiamos o sindicalismo amplamente majoritário existente hoje, e expresso nas diferentes correntes da Contraf e da Contec, que são braços das correntes que atuam na CUT, CTB, UGT e demais centrais governistas, que não apenas se calam, como elaboram e são autoras dos ataques contra os trabalhadores, como a Reforma da previdência, a flexibilizaçao para pior da CLT, etc.
Somos contra a promiscuidade entre os intereses destas correntes e de seus partidos, que defendem os patrões. Somos contra o sindicalismo carreirista, que faz do mandato sindical uma profissão ou um trampolim para cargos eletivos.
E vemos que este sindicalismo, além de corrupto, burocrático e traidor, é culpa pelo empobrecimento dos bancários! Este pessoal ganha poder, cargos e dinheiro às custas de nossas perdas e de nossa exploraçao! Por isso, não adianta apenas lutarmos com todas nossas forças numa campanha salarial, em que as cartas já foram dadas por eles de antemão. Tem só que lutar sim, para tentar virar este jogo e mostrar que nenhuma negociata e acordó prévio é superior à ação dos trabalhadores. Mas também é preciso remover estas direções nefastas à categoría e reconquistar nossas entidades para a base, de verdade!
Venha nos ajudar e fazer parte da Frente Nacional de Oposiçao Bancária
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