Essa é a verdadeira face do PT! Sem diálogo com os trabalhadores.
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NATUZA NERY
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O governo da presidente Dilma Rousseff decidiu dar um ultimato aos
líderes grevistas: ou suspendem as paralisações ou não terão aumento
algum.
Negociações terminam no fim de semana, diz secretário
Em greve, policiais rodoviários federais protestam em São Paulo
MEC reafirma fim de negociação após contraproposta
Itamaraty diz que greve não afeta consulados no exterior
Greve faz caminhoneiros bloquearem porto seco no PR
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O recado tem sido dado nas negociações. Nas palavras de um assessor
presidencial, a máxima "é pegar ou largar". A ideia do governo é dar o
reajuste apenas às categorias que aceitarem o acordo.
As categorias paradas têm até 31 de agosto para aceitar a proposta do
governo de reajuste de 15,8% até 2015. Trata-se do prazo final,
estabelecido em lei, para o envio do orçamento programado de 2013 ao
Congresso Nacional.
O
Ministério do Planejamento quer encerrar ainda neste fim de semana as
negociações com todas as carreiras, já avisadas do limite orçamentário
definido pela equipe econômica.
A
expectativa é que, a partir de segunda, sejam assinados os acordos com
os sindicatos que concordarem, não havendo mais espaço para discussões
detalhadas.
Ontem o governo dizia ter sinais de que servidores do Legislativo também vão aderir ao acordo.
| Joel Silva/Folhapress | ||
| Policiais rodoviários federais protestam em SP; governo diz que servidor que manter greve ficará sem reajuste |
DECISÃO
"A
categoria vai assumir o ônus da decisão. Se rejeitar [a oferta], estará
ciente do que está rejeitando. Só nos resta encaminhar", afirma
Josemilton Costa, coordenador-geral do Condsef (Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal).
Ele
afirma que ainda não há uma definição sobre a continuidade ou fim da
greve após o prazo legal de 31 de agosto. Na prática, a greve pode
continuar, mas o Executivo não tem como atender às reivindicações após
isso.
Ontem,
técnicos-administrativos das universidades federais assinaram a
proposta, terminando negociação entre governo e o setor de educação.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
FIM DO DIÁLOGO
O governo deu por encerrado o diálogo com os professores de instituições federais.
Apesar de algumas universidades terem encerrado a paralisação, a maioria das 59 federais continuam sem aulas.
Oficialmente, o Ministério do Planejamento desde o início argumenta que
os reajustes solicitados são inviáveis diante do cenário de crise
econômica internacional.
Se toda a demanda fosse atendida, a União gastaria R$ 92 bilhões, metade
da folha de pagamento atual. Mais: para o governo, os aumentos pedidos
estão fora da realidade no serviço privado.
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