terça-feira, novembro 08, 2011

Greve no Banco da Amazônia completa 42 dias

Os trabalhadores do Basa (Banco da Amazônia S.A.) estão em greve há quase 42 dias. Uma quebra de braço com a direção do Banco que insiste em se manter intransigente.

A greve dos funcionários do Banco da Amazônia completa 42 dias nesta segunda-feira. Movimento que começou muito forte durante todo esse período e fez com que fosse a maior greve dos últimos anos no banco, tendo a direção do banco, em conluio com o SEEB-PA, a ajuizar o dissídio coletivo do Tribunal Superior do Trabalho. A luta dos trabalhadores do banco vai ao encontro da  orientação do governo federal, à frente a presidente Dilma, em não ceder ganhos para a categoria dos trabalhadores, como as dos correios, bancários, etc…, pois  o Banco não apresentou nenhuma proposta até os 18 dias de greve.


Quando fez, foi ridícula (1.400 de piso, sem, repercussão na tabela salarial) e 9% de reajuste nas demais verbas, não incluindo o reembolso do Plano de saúde. Essa proposta foi rejeitada em mesa. A segunda proposta veio um dia depois do julgamento do dissídio dos correios com a seguinte ameaça, ou aceita ou vamos ajuizar o dissídio. Nesse momento a CONTRAF/CUT e os Sindicatos do Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Mato Groso jogaram a toalha.


A proposta que veio depois do julgamento do dissídio dos correios era de piso de R$ 1.520,00 e adiantamento de R$ 500,00 de PLR. Esse piso, como o anterior, não repercutia na tabela salarial. Essa proposta contém um engodo, o interstício entre TB1 e TB2 atualmente é de 25% e para os demais níveis de 7%. Ao elevar o “piso” para R$ 1.520,00, o Banco apenas antecipa 21% interstício do TB1 para o TB2 reduzindo para 7% como nos demais níveis, através da criação de uma VCP (Verba de Complementação Pessoal) de R$ 154,40. Mais uma vez a proposta não continha o reajuste do reembolso do Plano de Saúde e com isso significaria ou reajuste zero ou ainda negativo. Esta proposta foi rejeitada por ampla maioria  em assembléia realizada dia 20/10, o que fez o Banco a ajuizar o dissídio.


Ao ajuizar o dissídio, a Diretoria do Banco da Amazônia sabe que o TST não vai arbitrar nada sobre a pauta específica e com isso se “livra” de ter que apresentar propostas para nossos reais problemas (PCS, Saúde, Previdência, Piso salarial, reenquadramento do apoio, valorização dos técnicos científicos) percebe-se hoje claramente, que a orientação para esta postura da diretoria do Banco partiu precisamente do governo federal, uma vez que os Bancos estaduais especialmente o BRB e Banpará fecharam acordos superiories na mesa da FENABAN, o que era nossa intenção visando evitar o aprofundamento da nossa defasagem salarial em relação aos demais bancos públicos federais.


Em um processo de negociação, a diretoria do Banco da Amazônia nunca se preocupou em apresentar comprovações técnicas, numéricas para sua recusa absoluta em apresentar qualquer tipo de proposta que significasse resolver problemas históricos da categoria, a postura da AEBA, desde o inicio, foi a de defender até as ultimas conseqüências a construção de soluções para necessidade dos empregados do Banco da Amazônia, optamos, conscientemente, pela recusa da proposta do banco, por entender que ela significava na pratica a redução da nossa remuneração global ao não contemplar o reajuste do reembolso do plano de saúde.


Por isso, reforçamos que é necessário lutar para conquistar nossas pautas específicas, e que mesmo com o fim da campanha salarial, a luta continua. A AEBA tem responsabilidade com a luta dos trabalhadores, e por isso acredita em uma campanha permanente de luta política dos trabalhadores do Banco. Depositamos toda a confiança na vontade que os bancários do BASA têm na mudança, e estaremos juntos com as demais entidades que queiram levar a luta até o fim contra a intransigência da diretoria do banco e do Governo Dilma.


Marlon George
Diretor Financeiro da AEBA
Associação dos Empregados do Banco da Amazônia

Fonte: CSP-CONLUTAS e Blog do Marlon George

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