Os trabalhadores do Basa (Banco da Amazônia S.A.) estão em greve há quase 42 dias. Uma quebra de braço com a direção do Banco que insiste em se manter intransigente.
A greve dos funcionários do Banco da Amazônia completa 42 dias nesta segunda-feira. Movimento que começou muito forte durante todo esse período e fez com que fosse a maior greve dos últimos anos no banco, tendo a direção do banco, em conluio com o SEEB-PA, a ajuizar o dissídio coletivo do Tribunal Superior do Trabalho. A luta dos trabalhadores do banco vai ao encontro da orientação do governo federal, à frente a presidente Dilma, em não ceder ganhos para a categoria dos trabalhadores, como as dos correios, bancários, etc…, pois o Banco não apresentou nenhuma proposta até os 18 dias de greve.
Quando fez, foi ridícula (1.400 de piso, sem, repercussão na tabela salarial) e 9% de reajuste nas demais verbas, não incluindo o reembolso do Plano de saúde. Essa proposta foi rejeitada em mesa. A segunda proposta veio um dia depois do julgamento do dissídio dos correios com a seguinte ameaça, ou aceita ou vamos ajuizar o dissídio. Nesse momento a CONTRAF/CUT e os Sindicatos do Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Mato Groso jogaram a toalha.
A proposta que veio depois do julgamento do dissídio dos correios era de piso de R$ 1.520,00 e adiantamento de R$ 500,00 de PLR. Esse piso, como o anterior, não repercutia na tabela salarial. Essa proposta contém um engodo, o interstício entre TB1 e TB2 atualmente é de 25% e para os demais níveis de 7%. Ao elevar o “piso” para R$ 1.520,00, o Banco apenas antecipa 21% interstício do TB1 para o TB2 reduzindo para 7% como nos demais níveis, através da criação de uma VCP (Verba de Complementação Pessoal) de R$ 154,40. Mais uma vez a proposta não continha o reajuste do reembolso do Plano de Saúde e com isso significaria ou reajuste zero ou ainda negativo. Esta proposta foi rejeitada por ampla maioria em assembléia realizada dia 20/10, o que fez o Banco a ajuizar o dissídio.
Ao ajuizar o dissídio, a Diretoria do Banco da Amazônia sabe que o TST não vai arbitrar nada sobre a pauta específica e com isso se “livra” de ter que apresentar propostas para nossos reais problemas (PCS, Saúde, Previdência, Piso salarial, reenquadramento do apoio, valorização dos técnicos científicos) percebe-se hoje claramente, que a orientação para esta postura da diretoria do Banco partiu precisamente do governo federal, uma vez que os Bancos estaduais especialmente o BRB e Banpará fecharam acordos superiories na mesa da FENABAN, o que era nossa intenção visando evitar o aprofundamento da nossa defasagem salarial em relação aos demais bancos públicos federais.
Em um processo de negociação, a diretoria do Banco da Amazônia nunca se preocupou em apresentar comprovações técnicas, numéricas para sua recusa absoluta em apresentar qualquer tipo de proposta que significasse resolver problemas históricos da categoria, a postura da AEBA, desde o inicio, foi a de defender até as ultimas conseqüências a construção de soluções para necessidade dos empregados do Banco da Amazônia, optamos, conscientemente, pela recusa da proposta do banco, por entender que ela significava na pratica a redução da nossa remuneração global ao não contemplar o reajuste do reembolso do plano de saúde.
Por isso, reforçamos que é necessário lutar para conquistar nossas pautas específicas, e que mesmo com o fim da campanha salarial, a luta continua. A AEBA tem responsabilidade com a luta dos trabalhadores, e por isso acredita em uma campanha permanente de luta política dos trabalhadores do Banco. Depositamos toda a confiança na vontade que os bancários do BASA têm na mudança, e estaremos juntos com as demais entidades que queiram levar a luta até o fim contra a intransigência da diretoria do banco e do Governo Dilma.
Marlon George
Diretor Financeiro da AEBA
Associação dos Empregados do Banco da Amazônia
Fonte: CSP-CONLUTAS e Blog do Marlon George
Nenhum comentário:
Postar um comentário