sexta-feira, novembro 04, 2011

39 dias de luta por dias melhores no Banco da Amazônia. GREVE continua até julgamento do dissídio.

A greve dos empregados e empregadas do Banco da Amazônia completou 39 dias nesta sexta-feira, 4 de novembro. A greve dos trabalhadores do Banco que foi iniciada em 27 de setembro, veio em resposta à intransigência da diretoria do Banco e em especial do Governo Federal em não negociar com os trabalhadores e atender as justas reivindicações por salários dignos e condições de trabalho mais humanas. Desde então, as entidades AEBA e Sindicato dos Bancários do Maranhão estão firmes e presentes em todos os momentos na luta dos trabalhadores não aceitando mais a entrega de nossa luta por "favores" mais tarde.

O desejo dos trabalhadores do BASA para está Campanha e de ver seus salários equiparados com o dos demais trabalhadores de bancos federais; a construção de um novo PCCS, defasado desde 1994; uma maior participação do Banco da Amazônia no custeio da CASF; a instalação do Ponto Eletrônico para que a jornada de trabalho fosse respeitada; o fim das terceirizações; a contratação de mais bancários, a melhoria das condições de trabalho nas dependências do banco, dentre outras inúmeras reivindicações.
Infelizmente a direção do BASA bem como o ocorrido na greve dos Correios (pratica do atual Governo Dilma do PT) tomou por base de se utilizar da justiça e não da negociação com os trabalhadores utilizando-se do dissídio coletivo na justiça, no Tribunal Superior do Trabalho.
Mas o que a diretoria do Banco da Amazônia parece não ter refletido sobre essa decisão é que para toda ação há uma reação. E a reação dos empregados do Banco da Amazônia tem sido a de manterem-se firmes na greve e com o sentimento de que é necessário e imprescindível uma mudança profunda na diretoria do Banco.
Sendo assim, os trabalhadores devem continuar em greve no Banco da Amazônia, até que saia o resultado do julgamento do dissídio coletivo, movido pela direção do BASA, no TST. Inclusive porque a greve da categoria é legal e legítima, reconhecida pela própria ministra vice-presidente do TST, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. É possível que o julgamento ocorra na próxima semana, mas até lá, a greve continua.

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