sexta-feira, fevereiro 24, 2006

PLR: Está nas mãos da direção do Banco

Entra ano e sai ano, a PLR com meta e a sua forma de distribuição injusta continua sendo alvo de polêmica e de intenso debate entre os trabalhadores e o Banco.

Nas últimas audiências da mesa-permanente o Banco através de seu negociador vem informando reiteradamente que a PLR continuará sendo de 1 remuneração bruta. A decisão é originária da diretoria do Banco, que alega a ausência de um programa de resultados similar ao Banco do Brasil para premiar o seu alto escalão (GERENTE-EXECUTIVO; GERENTE-REGIONAL; GERENTE GERAL).


Outra preocupação que foi externada pelo Banco é de que pagar uma PLR inferior a 1 remuneração bruta ao seu alto-escalão seria falta de consideração com os mesmos que ficam até altas horas na instituição "dando o seu sangue" para o atingimento das metas. Diante disso, refutamos a argumentação de forema imediata informando mais uma vez que existem inúmeros trabalhadores do Banco (a sua grande maioria atuando no interior da Amazônia) que trabalham diariamente além do seu horário e não recebem nem hora-extra, apesar das inúmeras denunciadas protocoladas contra o Banco na DRT.


Informamos que tinhamos conhecimento do aumento formidável do CAF repassado a esse alto escalão num índice em torno de 16% que segundo alguns agraciados seria meramente "correção "ao valor de mercado. Estranho é saber de um reajuste considerável a alguns dirigentes da instituição enquanto inúmeros técnicos científicos estão na justiça brigando por uma remuneração adequada a legislação vigente, técnicos bancários com salários iniciais aburdamente reduzidos e o quadro de apoio continuamente segregado e sem perspectivas.


Foi informando pelo representante do Banco que a instituição enviou representantes a Brasília para solicitar a antecipação da PLR no mês de janeiro. A investida foi infrutífera devido a
discriminação latente do DEST ao BASA e BNB. A demonstração de boa-vontade da instituição em persistir na antecipação foi louvável. Todavia, seria extremamente positiva se essa mesma direção demonstrasse similar esforço e deliberasse sobre o assunto que está em suas mãos, a forma de distribuição da PLR.

Esperamos um posicionamento da direção da instituição sobre a situação e que seja favorável aos trabalhadores, pois no ano passado a diretoria teve a sua remuneração reajustada de forma considerável, nesse ano foi a vez do alto-escalão e como o PCS não pode ser mexido para beneficiar a todos devido a CAPAF (argumento do Banco) esperamos que a PLR seja paga da forma defendida pelos trabalhadores e amenize de forma temporária as dificuldades enfrentadas devido a baixa remuneração, pois afinal a decisão não depende de BRASÍLIA..

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